Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº Lloyd's: 51555305. Nº oficial: H 372; Indicativo de chamada: CSLO. Arqueação bruta: 2.647 toneladas; Arqueação líquida: 1.041 toneladas; Porte bruto: 3.910 toneladas; Deslocamento máximo: 5.850 toneladas; Deslocamento leve: 1.940 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 5.779 m3, incluindo 44 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 105,99 m; Comprimento pp.: 98,00 m; Boca: 14,56 m; Pontal: 4,81 m; Calado: 6,08 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford,de 5 cilindros, nº 3051, construído em Wallsend-on-Tyne, por The Eastern Marine Engineering Co. Potência de 3.410 bhp a 138 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 15 nós (15.6 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 29. Navio gémeo: VILA DO PORTO. Custo: £ 309.684, cerca de 32.442.000$00.Tuesday, July 4, 2017
HORTA (1948-1980)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº Lloyd's: 51555305. Nº oficial: H 372; Indicativo de chamada: CSLO. Arqueação bruta: 2.647 toneladas; Arqueação líquida: 1.041 toneladas; Porte bruto: 3.910 toneladas; Deslocamento máximo: 5.850 toneladas; Deslocamento leve: 1.940 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 5.779 m3, incluindo 44 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 105,99 m; Comprimento pp.: 98,00 m; Boca: 14,56 m; Pontal: 4,81 m; Calado: 6,08 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford,de 5 cilindros, nº 3051, construído em Wallsend-on-Tyne, por The Eastern Marine Engineering Co. Potência de 3.410 bhp a 138 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 15 nós (15.6 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 29. Navio gémeo: VILA DO PORTO. Custo: £ 309.684, cerca de 32.442.000$00.
O HORTA foi construído no estaleiro Blyth Dry Docks & Shipbuilding Co. Ltd., em Blyth, Inglaterra, (construção nº. 330) para a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início foi-lhe atribuído o nome SÃO JORGE. As formas de querena foram estudadas e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de Construccion Naval, de Madrid. A 17-03-1947 foi assente a quilha na carreira de construção, o navio foi lançado à água a 20-08-1948 e entregue em 30-12-1948 em Blyth. Em Janeiro o HORTA fez a viagem de entrega Blyth - Le Havre - Leixões – Lisboa, onde chegou a 23-01-1949 e foi registado na Capitania do Porto de Lisboa a 21-02-1949. Largou do Tejo na viagem inaugural a 24-02-1949, fazendo escalas nos portos de Leixões, Funchal, Ponta Delgada, Horta, Angra do Heroísmo e Nova Iorque, regressando por Ponta Delgada e Funchal a Lisboa (17-04). Durante a viagem inaugural, o HORTA foi registado em Ponta Delgada a 4-03-1949. Novo Nº oficial: 941; Arqueação bruta: 2.586 toneladas; Arqueação líquida: 1.148 toneladas. Registo inicial em Lisboa cancelado a 14-03-1949. Destinado à carreira dos Estados Unidos, o HORTA foi utilizado principalmente nesta carreira, na qual efectuou, de 1949 a 1971, cerca de 115 viagens, transportando cerca de 340.000 toneladas de carga, incluindo aço e outros materiais para a construção da Ponte Salazar, e 3.000 passageiros. Em 1964 fez uma viagem na carreira do Norte da Europa. Em 1971 foi fretado à Empresa Insulana de Navegação, passando a fazer a carreira Continente – Ilhas, na qual realizou cerca de 110 viagens, transportando aproximadamente 250.000 toneladas de carga geral e 600 passageiros, a maioria entre as ilhas, até ser retirado do serviço em 1979. Em 1971 a Empresa Insulana adquiriu o controlo accionista da Companhia de Navegação dos Carregadores Açoreanos, após o que, a 11-12-1972 esta empresa e os navios foram integrados por fusão na Empresa Insulana de Navegação. O HORTA foi então registado na Capitania do Porto de Lisboa pela EIN a 16-02-1973 (Nº oficial: I - 419), sendo o registo anterior cancelado em Ponta Delgada a 2-03-1973. A 4-02-1974 o HORTA foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, constituída nessa data por fusão entre a Empresa Insulana de Navegação e a Companhia Colonial, sendo então avaliado em 12.000.000$00. Registado em Lisboa como propriedade da CTM a 29-05-1974. Continuou a ser utilizado na carreira Continente – Açores, até à imobilização em Lisboa a 24-08-1979, após o que permaneceu fundeado no Mar da Palha, para venda. Comprado à CTM a 14-07-1980 pela firma Baptista & Irmãos, Limitada. Registado em Lisboa a favor desta firma a 25-09-1980 para efeitos de propriedade e posterior demolição. Demolido no cais novo de Alhos Vedros em 1981, após o que o registo final foi cancelado a 14-09-1981 na Capitania de Lisboa.
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Carregadores Açoreanos,
HORTA (1948-1980)
VILA DO PORTO (1949-1955)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1949. Nº Lloyd's: 5602022. Nº oficial: H 384; Indicativo de chamada: CSLR. Arqueação bruta: 2.585 toneladas; Arqueação líquida: 1.175 toneladas; Porte bruto: 3.973 toneladas; Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 5.780 m3, incluindo 44 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 106,44 m; Comprimento pp.: 100,07 m; Boca: 14,56 m; Pontal: 4,81 m; Calado: 6,08 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 5 cilindros de duplo efeito com o nº 3152, com 3.410 bhp a 138 rpm; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 14 nós (16 nós vel. Máx.). Autonomia: 10 300 milhas. Consumo de combustível de 13 toneladas / 24 horas. Passageiros: 19 em 8 camarotes. Tripulantes: 33. Navio gémeo: HORTA. Custo: £ 311.859-7-11, cerca de 31.180.000$00.
O navio-motor VILA DO PORTO foi construído no estaleiro Blyth Dry Docks & Shipbuilding Co. Ltd., em Blyth, Inglaterra, (construção nº. 331), para a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, de Ponta Delgada, segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início foi-lhe atribuído o nome PICO. As formas de querena foram estudadas e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de Construccion Naval, de Madrid. A 15-11-1947 foi assente a quilha na carreira de construção, o navio foi lançado à água a 28-02-1949 e entregue em 27-06-1949. Entrou ao serviço a 2-07, tendo carregado carvão em Inglaterra para Leixões (6 a 7-07) e Lisboa onde entrou pela primeira vez a 8-07-1949. Registado em Lisboa a 6-08-1949, largou do Tejo a 10-08 na viagem inaugural para o Funchal (12-08), Ponta Delgada (15 a 18-08) e Nova Iorque (27-08-1949). Durante a primeira escala em Ponta Delgada o VILA DO PORTO foi inaugurado e abençoado pelo reverendo padre Jean Courtois, antigo prior Dominicano de Paris. Viagem inaugural terminada em Lisboa a 24-09 largando o VILA DO PORTO a 1-10 numa viagem ao Norte da Europa (Lisboa - Leixões – Antuérpia – Roterdão – Hamburgo - Le Havre). Registo transferido de Lisboa para Ponta Delgada a 26-08-1950. Nº oficial: 942. O VILA DO PORTO navegou apenas pouco mais de 6 anos, até à sua perda por encalhe a 20-03-1955 no Leixão Grande (41º 09' N, 08º 40' W), quando seguia de Lisboa para Leixões, com 36 tripulantes e 1 passageiro, sob o comando do capitão da marinha mercante Amadeu Calisto Ruivo, de Ilhavo, tendo-se salvo todos os tripulantes, o passageiro e a cadela Negrita, mascote do VILA DO PORTO. O registo foi cancelado na Capitania de Ponta Delgada na mesma data. Foi o primeiro dos navios do Despacho 100 a ser abatido, concluiu 27 viagens de longo curso aos Estados Unidos e 4 viagens na linha do Norte da Europa, tendo transportado 104.811 Tons. de carga (o que gerou 73.416 contos de fretes), e 1186 passageiros os quais proporcionaram a receita de 3117 contos relativa a bilhetes de passagens. Foi substituído em 1958 pelo AÇORES, construído na Suécia nesse ano.
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Thursday, August 20, 2015
MOÇAMBIQUE (1949-1972)
Navio de passageiros e carga a motor,
construído de aço em 1947-1949. Nº.
Lloyd's: 5238420. Nº.oficial:
H 387. Indicativo de chamada: CSEI. Arqueação bruta: 12.976
toneladas; Arqueação líquida: 7.628 toneladas; Porte Bruto: 9.574
toneladas; Deslocamento máximo:
18.250 toneladas; deslocamento
leve: 8.676
toneladas. Comprimento ff:
167,05 m; Comprimento pp: 160,99 m; Boca: 20,50 m; Pontal na ossada:
13,48 m; Calado: 8,21 m. Capacidade de carga: 4 porões com 12 315
m3,
incluindo 311 m3
de carga frigorífica. Máquina: 2 motores diesel Doxford de
6 cilindros, com 13.000 bhp a
115 rpm. 2 hélices de 4 pás.
Velocidade: 17 nós (19,35 nós nas provas de mar). Passageiros: 749
(93 - 1ª, 141 - 2ª, 102 - 3ª, 413 - 3ª suplementar). Tripulantes:
213. Navio gémeo: ANGOLA.
Custo: £ 1.720.000 Libras,
equivalente a 157.645.000$00.
O paquete
MOÇAMBIQUE
foi encomendado a
20-12-1945 ao estaleiro Swan, Hunter & Wigham Richardson, Ltd., e
construído em Newcastle upon Tyne, Inglaterra (construção nº
1856), para a Companhia Nacional de Navegação. A
30-10-1947 procedeu-se ao assentamento da quilha, sendo lançado à
água a
1-12-1948. Foi madrinha do MOÇAMBIQUE
a Sr.ª Dª. Genoveva de Lima Mayer Ulrich, mulher do Dr. Ruy Ennes
Ulrich, presidente do conselho de administração da CNN. O navio fez
as provas de mar em Setembro e foi
entregue a 15-10-1949, tendo chegado a Lisboa a
22-10-1949. Foi seu primeiro comandante
o capitão da marinha mercante Jorge Leão da Silva Cardoso. O
navio recebeu a visita do Ministro da Marinha Cte. Américo Tomás a
31-10-1949. A
11-11 o MOÇAMBIQUE
foi registado em Lisboa, de onde largou no dia seguinte para Leixões
(12-11),
iniciando a actividade comercial. A 19-11 saiu de Lisboa com
824 passageiros, na viagem
inaugural para Funchal, S. Tomé, Luanda, Lobito, Moçamedes, Cidade
do Cabo, Lourenço Marques, Beira e Moçambique. De
1949 até 1972 fez 108 viagens na carreira da África Oriental, para
além de 4 viagens apenas a Angola,
de 1957 a 1963, e de uma viagem ao Paquistão em 1962 e de 7
cruzeiros, de 1951 a 1969, às ilhas da Madeira e Açores, e ao
Mediterrâneo. Com a guerra em
Angola a partir de 1961, o MOÇAMBIQUE foi requisitado para servir
como transporte de tropas e material de guerra fretado ao Ministério
do Exército por diversas ocasiões: a
13-06-1961 (portaria nº 18.528 de 15-06-1961); 16-07-1961 (portaria
nº 18.601 de 17-07-1961); 1-05-1962 (portaria nº 19.153 de
28-04-1962). Fretado
ao Ministério do Exército de
1 a 30-05-1962, o MOÇAMBIQUE foi
posicionado de Moçambique para Karachi
onde embarcou os últimos prisioneiros da Índia
Portuguesa
tendo regressado a Lisboa pelo canal do Suez onde
entrou a 30-05. O
MOÇAMBIQUE permaneceu em Lisboa em reparação de
25-12-1962
a 17-04-1963;
os alojamentos de passageiros foram modernizados pelos
serviços técnicos da CNN,
segundo projecto do Alm. Rogério de Oliveira, sendo
substituída a “terceira
classe suplementar” montada nas cobertas, por camarotes e
melhorados os espaços públicos. A
17-04 o navio foi visitado pelo Presidente Américo Tomás e pelo
Ministro do Ultramar, Cte. Peixoto Correia, que almoçaram a bordo e
depois seguiram do Cais
da Fundição para o de Alcântara, onde embarcaram os passageiros. A
29-06-1963
a arqueação líquida foi
alterada
para 7.619
TAL, a capacidade de carga
reduzida para
10.428 m3
e o porte bruto para 7.589
TDW. Nova lotação: 545
passageiros (105
- 1ª., 141 - 2ª., 300 - 3ª.). A 17-04-1963
o MOÇAMBIQUE
regressou ao serviço saindo de Lisboa para Ponta
Negra, Luanda, Lobito e
Moçamedes, numa viagem especial a Angola, (de 17-04
a 20-05-1963)
regressando com escalas pelo
Lobito, Luanda, Cabinda, Ponta
Negra, São Tomé, Tenerife e
Funchal. A 28-05-1970 o MOÇAMBIQUE
foi abalroado pelo
navio-tanque italiano PETROLSADE,
no final de mais uma viagem a África, já próximo da barra do Tejo,
com nevoeiro. O navio italiano enfiou a proa no costado do
MOÇAMBIQUE,
provocando um rombo de grandes dimensões, a destruição da amura de
estibordo e de parte da superstrutura e o alagamento do porão nº 2.
Registaram-se ferimentos em alguns passageiros, um dos quais veio
depois a falecer. O navio entrou em Lisboa pelos seus próprios
meios, foi docado
provisoriamente
pela Lisnave na Margueira, seguindo a
6-07 para Glasgow,
onde foi reparado, de 15-07
a 12-12-1970.
O MOÇAMBIQUE
foi de novo modernizado
na ocasião, sendo reduzida, a lotação de passageiros para 264 (105
- 1ª., 141 – 2ª., 18 - 3ª.) e
o número de tripulantes para
155, aumentando a capacidade de carga para 14 020 m3
e o porte bruto para 8 214 TDW. O navio saiu
de Lisboa a
18-12-1970
numa
viagem especial a Luanda, Lourenço Marques, Beira, Nacala e regresso
ao Tejo a 7-02-1971, retomando o itinerário habitual da linha da
África Oriental a 19-02-1971.
Efectuou a última viagem a
Angola e Moçambique de 25-01 a 19-03-1972 após
o que permaneceu imobilizado em
Lisboa. Vendido para desmantelar na Formosa, saiu de Lisboa pela
última vez a 19-08, fez escala para reabastecimento em Durban e
entrou em Kaohsiung a 29-09, onde começou a ser desmanchado a
22-11-1972 pelo sucateiro Jui Fa Iron & Steel Works, Ltd. Registo
cancelado na Capitania do Porto de Lisboa a 14-12-1972. Durante os 22
anos de actividade, o paquete MOÇAMBIQUE transportou cerca de
200.000 passageiros (incluindo 4.200 nos cruzeiros) e transportou
cerca de 1 milhão e 100 mil toneladas de carga, gerando as receitas
de 570 mil contos em passagens (4.726 contos relativos aos cruzeiros)
e 860 mil contos em fretes.
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Companhia Nacional,
MOÇAMBIQUE (1949-1972)
Monday, July 30, 2012
MADEIRENSE 3 (2006- )
Navio motor porta-contentores construído de aço em 1996-97. Casco reforçado para navegação no gelo. Nº oficial: 9126467 (IMO); Indicativo de chamada: CSCC. Armador: ENM - Empresa de Navegação Madeirense, Lda., Funchal. Arqueação bruta: 5.712 toneladas; Arqueação líquida: 2.649 toneladas; Porte bruto: 6.918 toneladas; Deslocamento leve / máximo: 3.330 / 10.248 toneladas. Capacidade de carga: 3 porões; 603 TEUs, (168 TEUs nos porões, 435 TEUs sob o tombadilho). Comprimento ff: 122,55 m; Comprimento pp: 115,61 m; Boca: 19,40 m; Pontal ao pavimento principal: 9,10 m; Calado máximo: 6,85 m. Máquina: 1 motor diesel MAN B&W de 6 cilindros, com 8.565 BHP (6.300 kW), 1 hélice. Velocidade: 17,5 nós. Tripulantes: 12. Preço: €12.000.000
O casco do MADEIRENSE 3 foi construído em 1996 no estaleiro Selah Makina Sanayi ve Ticaret A.S., em Tuzla, Turquia, (Construção nº 25), por encomenda do armador alemão Reederei Bernd Sibum GmbH & Co. KG. Quilha assente a 7-08-1995, lançado à água a 20-04-1996 e rebocado para Bremerhaven em 05-1996. O acabamento foi efectuado no estaleiro Elbewerft Boizenburg GmbH (construção nº 235), em Boizenburg. O aprestamento final foi efectuado em Bremerhaven no estaleiro MWB Schiffbau GmbH & Co. K.G. e concluído a 12-1996 após o que o navio foi entregue ao armador com o nome STEFAN SIBUM e registado em Haren/Ems, Alemanha, como propriedade da companhia m.s.”Stefan Sibum” Schiffahrts GmbH & Co. KG no ano de 1997. (Indicativo de chamada: DQUH). O STEFAN SIBUM manteve bandeira alemã até 2001, data em que, na sequência de um fretamento, alterou o nome para SEABORD RANGER e passou a estar registado em Antígua e Barbuda. (Indicativo de chamada: V2GA8). Em 2003 mudou o nome para CMA CGM TRINIDAD, voltando a chamar-se STEFAN SIBUM em 2004 por um curto período. Em 2004 registou um novo fretamento, por dois anos, à companhia francesa CMA CGM para servir de “feeder” nas Caraíbas, o que levou à mudança de designação para CMA CGM CARACAS. Em 04-2006 foi assinado um contrato de compra do navio pela Empresa de Navegação Madeirense, Lda., e este entrou em Viana do Castelo a 24-11-2006 para docagem e entrega. Passou a integrar a frota da Madeirense a 11-12-2006, sendo registado no Funchal com o nome MADEIRENSE 3. O navio saiu de Viana a 15-12 para Leixões (15-12), largando a 16-12 na primeira viagem ao Caniçal (18 a 19-12) e Porto Santo (19-12). No dia 19-12-2006 o MADEIRENSE 3 recebeu a visita do Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Jardim, entidades oficiais e carregadores, atracado no Caniçal, sendo oferecido um beberete pela Administração da E. N. Madeirense. O MADEIRENSE 3 substituiu o FUNCHALENSE (IV) na carreira regular semanal Caniçal – Leixões, sendo o navio com maior capacidade de carga a integrar a frota da empresa desde a sua fundação em 1907. Na sequência da compra do novo porta-contentores FUNCHALENSE 5 que entrou ao serviço em Agosto de 2010, o MADEIRENSE 3 foi transferido da linha Leixões-Caniçal–Leixões para a carreira Leixões-Lisboa-Caniçal-Leixões (Box Lines) com escalas regulares em Lisboa às terças-feiras, no Caniçal às Quintas e em Leixões às Segundas-feiras, tendo iniciado este serviço a 23-08-2010 data em que saiu de Leixões para Lisboa (24-08). Passou a fazer a carreira Continente - Açores a 09-2010 fretado à Box Lines, companhia adquirida pelo Grupo Sousa. O MADEIRENSE 3 foi registado em Valletta, Malta a 25-06-2012 como propriedade da Box Lines Transportes Internacionais, S.A.R.L., novo indicativo de chamada: 9HA3083.
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E. N. MADEIRENSE,
MADEIRENSE 3 (2006- )
Tuesday, June 19, 2012
PRÍNCIPE PERFEITO (1961-1976)
Navio de passageiros a turbinas, construído de aço, em 1959-1961. Nº oficial: H 476; Indicativo de chamada: CSBL. Arqueação bruta: 19.393 toneladas; Arqueação líquida: 10.618 toneladas; Porte bruto: 8.630 toneladas. Deslocamento leve / máximo: 11.570 / 20.200 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões para 10.472 m3 de carga geral, incluindo 628 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 190,43 m; Comprimento pp.: 178,76 m; Boca: 23,96 m; Pontal: 13,57 m; Calado: 7,77 m. Máquina: 2 grupos de turbinas a vapor Pametrada, com 21 000 shp a 120 rpm (Máx. 24 270 shp a 128 rpm), 2 hélices. Velocidade: 21 nós. Passageiros: 1.000 (200 - 1ª., 264 em turística A, 536 em turística B) Tripulantes: 319. Custo: 500.000.000$00.
O PRÍNCIPE PERFEITO foi construído em Newcastle-upon-Tyne, Inglaterra, no estaleiro Neptune por Swan Hunter & Higham Richardson, Ltd., (construção nº 1974), por encomenda da Companhia Nacional de Navegação, autorizada para o efeito pelo Governo Português (Despacho nº 88 de 6-04-1956, do ministro Américo Thomaz), na sequência de requerimento apresentado pela CNN a 29 de Fevereiro. O contrato com o estaleiro construtor seria assinado em 18-07-1957. Pelo Despacho nº 72, de 6-03-1958 o ministro da Marinha Américo Tomás propôs para o novo paquete o nome PRÍNCIPE PERFEITO, no âmbito das comemorações Henriquinas a realizar em 1960. Esta sugestão governamental seria seguida pela CNN e a 12-08-1959 procedeu-se ao assentamento da quilha do novo paquete, em Newcastle. O lançamento à água decorreu a 22-09-1960, sendo madrinha Dª. Ana Mafalda Guimarães José de Mello.
O PRÍNCIPE PERFEITO foi entregue ao armador a 31-05-1961, largando a 1-06 de Newcastle para Lisboa, onde entrou pela primeira vez a 4-06 sob o comando do capitão Cima Barreiros. Em 22-06, foi visitado oficialmente pelo Presidente da República, Almirante Américo Thomaz. Saiu de Lisboa em viagem inaugural à África Ocidental e Oriental a 27-06-1961, fazendo escalas no Funchal, São Tomé, Luanda, Lobito, Moçamedes, Cape Town, Lourenço Marques, Beira e Moçambique, tendo regressado a Lisboa em 00-11. O PRÍNCIPE PERFEITO fez o seu primeiro cruzeiro de 29-06 a 3-07-1962, (viagem Lisboa-Funchal-Lisboa, fretado à Agência Europeia, de Lisboa). De 19 a 30-10-1962: cruzeiro de Lisboa ao Mediterrâneo. 29-12-1962 a 2-01-1963: cruzeiro de fim de Ano ao Funchal. Em 6-07-1964, o PRÍNCIPE PERFEITO saiu de Lisboa conduzindo o Presidente Américo Thomaz em viagem oficial a Moçambique. Em 23-06-1967 o PRÍNCIPE PERFEITO foi utilizado para inaugurar o estaleiro da Lisnave na Margueira, juntamente com o INDIA. De 12-1971 a 01-1974, o PRÍNCIPE PERFEITO foi utilizado em diversos cruzeiros no Índico, com saída de Durban. 31-07 a 14-08-1971: cruzeiro ao Mediterrâneo (Lisboa, Nápoles, Pireu, Split, Veneza, Messina, Lisboa). 08 a 09-1972: 2 cruzeiros de 26 dias Lisboa, Halifax, Boston, Nova Iorque, Miami, Nassau, Kingston, San Juan, St. Thomas, Ponta Delgada, Lisboa. Em 29-01-1974 o PRÍNCIPE PERFEITO foi imobilizado em Lisboa, aguardando atracado ao cais da Fundição a atribuição de um subsídio pelo Governo que permitisse o regresso à carreira de África. De 21-05 a 14-06-1975 efectuou a viagem final a Angola após o que permaneceu imobilizado em Lisboa até 20-04-1976, quando largou para Newcastle. Em 07-1975 foi utilizado pelo IARN – Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais para alojamento de retornados de África. Vendido em 04-1976 à companhia Global Transportation Inc., do Panamá, passando a chamar-se AL HASA e foi convertido para navio-alojamento (820 passageiros), em Newcastle por Swan Hunter Shiprepairs, largando a 14-06-1976 para Damman onde serviu de alojamento a estivadores durante 3 anos. Em 04-1979 o AL HASA foi comprado pela companhia Fairline Shipping Corporation (Sitmar Cruises, Mónaco), passando a chamar-se FAIRSKY. Em 06-1979 a Sitmar Cruises anunciou que o FAIRSKY seria transformado em navio de cruzeiros para 880 passageiros e 470 tripulantes, com entrada ao serviço no início de 1981. Para o efeito foi assinado um contrato com os Astilleros Espanoles devendo o navio ser reconstruido em Barcelona por 45 milhões de USD. Infelizmente, a 24-12-1979 este estaleiro denunciou o contrato alegando erro de estimativa dos custos envolvidos. O navio foi imobilizado em Iteia, Grécia, a 20-01-1980, passando a chamar-se VERA em 1980.
Em 1981 o navio foi vendido novamente, à Sappho Shipping & Trading Corporation S. A. Panamá (Bilinder Marine Corporation, do Pireu - armador John S. Latsis), passando a chamar-se MARIANNA IX e em 30-06-1982 chegou a Jeddah para servir de navio-alojamento. A 30-12-1982 foi transferido para Rabegh, continuando como navio-acomodação. Em 1984 alterou o nome para MARIANNA 9, mudando o registo do Panamá para a Grécia sendo a tonelagem alterada para 19 769 TAB, 11 230 TAL e 8 738 TPB. A 27-09-1986 chegou a Kalamata ido de Rabegh, para alojar vitimas de um terramoto, cedido ao governo Grego pelo armador. Em 4-03-1988 saiu do Pireu para Jeddah (13-03) e Rabegh (31-03). Terminado o serviço em águas árabes, o navio foi imobilizado no Pireu (Eleusis), em 30-12-1992. Colocado à venda em 1998, o antigo PRÍNCIPE PERFEITO acabou por ser vendido para sucata em 2001. O MARIANNA 9 chegou a Alang, India a 8-06-2001 para desmantelar.
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BRAGA (1948-1977)
O BRAGA foi o segundo dos quatro
gémeos da Sociedade Geral conhecidos por “classe B”. Tal como os
seus irmãos era um navio bonito de semblante britânico com a
aparência de cargueiro bem equipado, com os seus dois mastros e
muitos paus de carga. Com a entrega do BRAGA à Sociedade Geral a
frota desta empresa ultrapassou pela primeira vez o total de 150 mil
toneladas de porte bruto, sendo então o armador nacional com a frota
mais importante, quer em número de unidades quer quanto a capacidade
de transporte.
O Jornal da Marinha Mercante, então
dirigido por Maurício de Oliveira, elogiou as muitas qualidades do
“navio-motor BRAGA” na sua edição nº 75 de Setembro de 1948,
tendo-se então escrito que o BRAGA tinha “camarotes de luxo e de
primeira classe” para 12 passageiros e que estava equipado com
“máquinas de renovação de ar e aquecimento de todas as
dependências, além de máquinas próprias para destilação de água
de uma tonelada em cada vinte e quatro horas e de um vaporizador com
o rendimento de 10 toneladas por dia. As instalações eram muito
luxuosas e todos os camarotes, salas e casas de banho tinham ar e luz
naturais.”
À chegada a Lisboa o BRAGA foi
aguardado pelo Sr. D. Manuel de Mello, administrador da CUF, e
visitado por várias entidades oficiais e particulares. O navio
entrou em Lisboa num Sábado de manhã e vinha embandeirado em arco,
tendo sido saudado festivamente pelas outras unidades da SG surtas no
Tejo.
Tal como os outros navios da época, o
cargueiro BRAGA foi um navio esforçado e muito útil, tendo navegado
mais de 28 anos até que em Janeiro de 1977 se perdeu na sequência
de incêndio deflagrado na casa das máquinas, quando navegava de São
Tomé para Angola, com carga geral.
BRAGA
(1948-1977)
Navio de carga e passageiros a motor,
construído de aço, em 1947-1948. Nº oficial: H 366; Indicativo de
chamada: CSIN. Arqueação bruta: 4.455 toneladas; Arqueação
líquida: 2.619 toneladas; Porte bruto: 7.224 toneladas; Capacidade
de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 12.595 m3.
Comprimento ff.: 129,56 m; Comprimento pp.: 124,02
m; Boca: 16,39 m; Pontal:
7,03 m; Calado: 7,16 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford, com 3.830
bhp a 125 rpm; 1 hélice. Velocidade: 12,80 nós (13.50 nós vel.
máx.). Passageiros: 12 em 6 camarotes. Tripulantes: 33. Navios
gémeos: BELAS, BORBA e BRAGANÇA. Custo: £ 337.000, correspondendo
a cerca de 35.179.000$00.
O BRAGA foi construído em Sunderland,
Inglaterra, no estaleiro William Doxford & Sons, Ltd.,
(construção nº. 760) para a Sociedade Geral de Comércio,
Indústria e Transportes, de Lisboa. A 14-01-1947 procedeu-se ao
assentamento da quilha e a 30-09-1947 a nova unidade foi lançado à
água, tendo sido madrinha Dª. Dinorah Pessoa Lobo. No dia
21-08-1948 o BRAGA foi entregue à S.G. em Sunderland, de onde largou
nesse próprio dia para Blyth (22-08 a 1-09), para carregar 6.400
toneladas de carvão com destino a Leixões (5 a 11-09) e Lisboa,
onde entrou pela primeira vez a 12-09-1948. Foi primeiro comandante
do BRAGA o capitão da marinha mercante José Matos Neves. O navio
foi registado na capitania do porto de Lisboa a 2-10-1948 para operar
no comércio marítimo de longo curso, no transporte de carga.
Utilizado de início em viagens não regulares, saiu de Lisboa a
7-10-1948 na primeira viagem visitando os portos canadianos de Sorel
e Montreal, com regresso a Lisboa a 5-11. Na segunda viagem foi aos
EUA carregar cereais. Utlizado pela Sociedade Geral no “tramping”
e nas carreiras regulares Norte da Europa – Angola. A 30-12-1971
foi vendido à Companhia Nacional de Navegação pela quantia de
7.840 contos. Em 2-01-1972 foi registado em Lisboa como propriedade
da Companhia Nacional de Navegação. A 16-01-1977 registou-se a
bordo do BRAGA uma explosão na casa das máquinas a que se seguiu um
incêndio, ocorrido no mar em navegação de São Tomé para Luanda,
em resultado do que perderam a vida 2 tripulantes, o chefe de
máquinas e um fogueiro; o BRAGA foi abandonado e rebocado a
19-01-1977 para Ponta Negra por pesqueiros espanhóis. A tripulação
foi recolhida das baleeiras por um navio espanhol e desembarcada em
Luanda. Declarado perda total construtiva, o BRAGA foi abandonado em
Ponta Negra, sendo o registo cancelado na capitania do porto de
Lisboa a 28-06-1978.
Foto
1
Navio-motor
BRAGA ao largo de Newcastle em 1948 quando da construção para a
Sociedade Geral
Foto
2
O
cargueiro BRAGA fotografado em Lisboa em 1976 já com as cores da
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Tuesday, April 24, 2012
CONCEIÇÃO MARIA (1948-1966)
O
navio de carga geral CONCEIÇÃO MARIA foi uma das unidades mercantes
integradas no “Despacho 100” construídas em Portugal, segundo
projecto nacional, por encomenda da Sociedade Geral de Comércio,
Indústria e Transportes, a companhia armadora do Grupo CUF, que na
época era a maior companhia de navegação portuguesa, quer em
termos de frota, que de tonelagem.
Este
elegante cargueiro de 3.000 toneladas de porte era gémeo do ANTÓNIO
CARLOS, entrado ao serviço um ano antes, derivando ambos do projecto
do n/m ALEXANDRE SILVA. A construção deste tipo de cargueiros
prosseguiu em Lisboa com os quatro navios mistos de passageiros e
carga ALFREDO DA SILVA, ANA MAFALDA, RITA MARIA e MANUEL ALFREDO.
Com
linhas muito elegantes, o CONCEIÇÃO MARIA tinha os porões
preparados especialmente para o transporte de mancarra da Guiné para
Lisboa, tendo feito também a linha do Norte da Europa com carga
geral. Acabou por se perder em resultado de uma colisão grave
seguida de incêndio em águas alemãs no ano de 1966, quando
navegava sob denso nevoeiro com destino a Bremen. Ainda foi rebocado
para Lisboa, mas as avarias não justificaram a sua reparação e o
navio foi demolido no Tejo em 1968.
CONCEIÇÃO
MARIA (1948-1966)
Navio
de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1948.
Nº. IMO 5507800. Nº oficial: H 360; Indicativo de chamada: CSIU.
Arqueação bruta: 1.736 toneladas; Arqueação líquida: 932
toneladas; Porte bruto: 2.974 toneladas; Deslocamento máximo: 4.564
toneladas; Deslocamento leve: 1.590 toneladas. Capacidade de carga: 2
porões servidos por 4 escotilhas, com 5.381 m3.
Comprimento ff: 93,32 m; Comprimento pp: 86,40
m; Boca: 12,84 m; Pontal:
4,55m; Calado: 5,64 m. Máquina: 1 motor diesel Burmeister &
Wain, construído em Copenhaga, Dinamarca, em 1944, modelo 750-VF-90,
de 7 cilindros, com 2.500 bhp a 160
rpm; 1 hélice. Velocidade:
12 nós (13 nós vel. máx.). Passageiros: 8. Tripulantes: 22. Navio
gémeo: ANTÓNIO CARLOS. Custo: 30.896.000$00.
Construído
no Estaleiro Naval da A.G.P.L. em Lisboa, pela Companhia União
Fabril (construção nº. 121), para a Sociedade Geral de Comércio,
Indústria e Transportes. A quilha do CONCEIÇÃO MARIA foi assente a
27-07-1946 e o navio foi lançado à água a 21-06-1947 pelo Ministro
da Marinha, Cte. Américo Thomaz. Foi madrinha a menina Conceição
Maria do Espírito Santo Silva, bisneta do fundador da S.G., Alfredo
da Silva. Visitado pelo Presidente da Republica e entidades oficiais
a 12-06-1948, juntamente com o ALCOBAÇA e o BRAGANÇA, todos
atracados em Alcântara. Entregue ao armador a 3-07-1948 e registado
em Lisboa a 8-07. Na primeira viagem saiu de Lisboa a 24-07 para
Casablanca onde carregou fosfatos. Seguiu-se uma estadia em Lisboa de
28-07 a 16-08, quando largou para Bolama. Quando navegava de
Casablanca para Newcastle, a 6-04-1949, encalhou num banco de areia
em Goodwin, Inglaterra, mas foi safo sem avarias. A 27-09-1950 foi
rectificada a arqueação, passando a ter 1.815 TAB e 985 TAL. Em
26-06-1961 foi fretado pelo Ministério do Exército para transporte
de tropas e material de guerra (portaria nº 18.551 de26-06-1961). A
2-02-1966 sofreu um abalroamento com o navio de carga holandês
SIMONSKERK (9.821 TAB/1961), no rio Ems, seguindo-se um incêndio
grave. O navio dirigia-se a Bremen, sendo rebocado para um estaleiro
de Emden. A 11-04-1967 entrou em Lisboa a reboque e foi imobilizado
na doca do Poço do Bispo. Vendido para sucata a Américo Vasques
Vale a 12-10-1967, foi desmantelado em Lisboa em 1968 na doca do Poço
do Bispo. Registo cancelado a 25-01-1968.
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ALMEIRIM (1948-1981)
O
navio de carga geral e passageiros ALMEIRIM foi o segundo de uma
série de seis unidades de 9.500 TDW e lotação para 12 passageiros
construídas em Sunderland, Inglaterra, para a Sociedade Geral de
Comércio, Indústria e Transportes, a dinâmica empresa de
transportes marítimos associada ao Grupo CUF e constituída em 1919
por Alfredo da Silva.
A
Sociedade Geral era na época a mais importante das companhias de
navegação portuguesas, tendo adquirido após a segunda guerra
mundial vinte e dois navios, dos quais vinte novos ao abrigo do plano
de renovação da frota de comércio portuguesa que viria a ficar
conhecido por Despacho 100.
O
ALMEIRIM foi entregue à SG em 1948, um ano particularmente feliz no
que toca à marinha mercante nacional, em resultado da incorporação
nas diversas frotas de um elevado número de unidades novas, mais
exactamente 22 navios. A chegada dos navios novos a Lisboa era sempre
uma festa, com direito a notícias destacadas na imprensa e visita
oficial do Ministro da Marinha Américo Tomás e muitas vezes, dos
Presidentes da República e do Conselho de Ministros, respectivamente
Óscar Fragoso Carmona e António de Oliveira Salazar, e das mais
altas individualidades da época.
Do
período de expansão da marinha mercante no tempo do Despacho 100
ficou a ideia errada de se ter tratado de uma obra de regime do
Estado Novo e inclusive terá sido essa ligação do Poder no tempo
de Salazar com a marinha de comércio que depois alimentou no regime
da terceira república pós-1974 um certo ódio ao sector que na
prática conduziu a um trágico processo de desmaritimização. Nada
de mais errado, os pressupostos do Despacho 100 tinham em
consideração o desenvolvimento da economia nacional, de que a
marinha mercante era então um elemento importante, e procuravam
evitar a repetição das situações dramáticas vividas por Portugal
durante a guerra, em especial de 1940 a 1945, quando deixou de ser
possível recorrer a navios mercantes estrangeiros e a nossa frota se
mostrou insuficiente. Na época, tal como hoje, não tínhamos um
único petroleiro e a frota de transporte de carga e de passageiros
era velha e reduzida em dimensão, apesar de maior do que a actual em
termos relativos.
A
atitude céptica dos portugueses em relação ao mar não é apanágio
da actualidade e mesmo no tempo do ministro Américo Tomás houve
resistências ao desenvolvimento da marinha mercante e nunca se
conseguiu o objectivo de assegurar 60 por cento das nossas
necessidades de transporte marítimo com frota própria, apesar de se
ter chegado aos 40 por cento.
Voltando
ao cargueiro ALMEIRIM resta acrescentar que foi um belo navio e um
importante instrumento económico: navegou durante 32 anos, sempre
com o mesmo nome e bandeira e infelizmente não foi substituído
quando em 1980 se concretizou a sua venda para sucata.
Neste
processo lento de abate e redução da marinha mercante nacional, em
mais de 80 por cento, perderam-se em Portugal 50.000 postos de
trabalho, arruinou-se a indústria naval e gastaram-se rios de
dinheiro em afretamentos de navios estrangeiros, num processo não
contabilizado oficialmente mas que se pode cifrar em mais de 500
milhões de euros pagos anualmente ao estrangeiro, situação que
continua a observar-se sem que se procure minimizar a situação,
quer por parte do Estado, quer por intervenção de privados. Oxalá
Portugal não volte a passar fome literalmente por não dispor de
marinha mercante.
ALMEIRIM
(1948-1981)
Navio
de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº
IMO(Lloyd's Register): 5012058. Nº oficial: H 364; Indicativo de
chamada: CSGU. Arqueação bruta: 5.289 toneladas; Arqueação
líquida: 3.136 toneladas; Porte bruto: 9.588 toneladas; Deslocamento
máximo: 13.118 toneladas; Deslocamento leve: 3.530 toneladas.
Capacidade de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.370
m3.
Comprimento ff.: 137,81 m; Comprimento pp.: 132,08
m; Boca: 17,95 m; Pontal:
8,14 m; Calado: 7,98 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford, com 4.250
bhp a 108 rpm; consumo diário de 18 toneladas de “Diesel oil”. 1
hélice de 4 pás. Velocidade: 13,00 nós (13.75 nós vel. máx.).
Passageiros: 12 em 6 camarotes. Tripulantes: 37. Navios gémeos:
ALCOBAÇA, ALENQUER, AMBRIZETE, ANDULO e ARRAIOLOS. Custo: £
379.973, cerca de 39.543.000$00.
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MONTE BRASIL (1948-1981)
Navio de carga e passageiros a motor,
construído de aço, em 1947-1948. Nº oficial: H-365; Indicativo de
chamada: CSLP. Arqueação bruta: 2.394 toneladas; Arqueação
líquida: 1.303 toneladas; Porte bruto: 3.901 toneladas; Deslocamento
máximo: 5.580 toneladas; Deslocamento leve: 2.004 toneladas.
Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 6.410
m3,
incluindo 134 m3 de
carga frigorífica. Comprimento ff.: 106,44 m; Comprimento pp.:
100,44 m;
Boca: 14,58 m; Pontal: 5,11 m; Calado: 5,88 m. Máquina: 1 motor
diesel Sulzer modelo 7SDS60, nº 28869, de 7 cilindros, com 3.400 bhp
a 148 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 14 nós (16 nós vel.
máx.). Passageiros: 12 em 6 camarotes. Tripulantes: 30. Navio gémeo:
RIBEIRA GRANDE. Custo: 36.356.000$00.
O MONTE BRASIL foi construído no
estaleiro A. Vuijk & Zonen, em Capelle a/d Yssel, Holanda,
(construção nº. 709) para a Companhia de Navegação Carregadores
Açoreanos segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início
foi-lhe atribuído o nome FAIAL. As formas de querena foram estudadas
e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de
Construccion Naval, de Madrid. Em 21-08-1947 foi assente a quilha na
carreira de construção, o navio foi lançado à água a 8-04-1948 e
entregue em 17-08-1948. Saiu de Roterdão a 27-08-1948 na viagem de
entrega para Leixões (30-08 a 6-09-1948) e Lisboa onde entrou pela
primeira vez a 7-09. Foi seu primeiro comandante o Capitão da
Marinha Mercante Amadeu Calisto Ruivo. Registado em Lisboa a
24-09-1948 “para utilização no comércio marítimo, longo curso,
transporte de carga.” A 27-09-1948 foi visitado pelo Ministro da
Marinha e outras entidades oficiais. Destinado à carreira regular
Portugal – Madeira – Açores - Estados Unidos da América (Costa
Leste), saiu de Lisboa na viagem inaugural a 1-10-1948 para Setúbal
(1 a 2-10), Leixões (3 a 6-10), Funchal (8-10), Ponta Delgada (10 a
12-10), Angra do Heroísmo (13 a 14-10) e Nova Iorque (23-10-1948).
Registo transferido para Ponta Delgada a 11-10-1948. Nº oficial:
940. Registo inicial em Lisboa cancelado a 26-10-1948. Primeiro
comandante: Capitão da Marinha Mercante Amadeu Ruivo. Em 8-11-1959,
declarou-se um incêndio nos porões 1 e 2 do MONTE BRASIL com o
navio em viagem do Funchal para Ponta Delgada e Nova Iorque, a 115
milhas da Madeira. Os 9 passageiros foram transferidos para o navio
norueguês HARTUR STEVE que os desembarcou em Tenerife a 11-11.
Prestaram assistência ao MONTE BRASIL os navios de guerra NRP VOUGA,
NRP SÃO VICENTE e NRP SÃO NICOLAU e o salvadego holandês ZWART
ZEE. Dominado o incêndio o navio regressou a Lisboa a 16-11-1959. O
seu comandante, capitão Cunha da Silveira foi condecorado a
10-12-1959 pelo ministro da Marinha pela sua acção no salvamento do
MONTE BRASIL. Utilizado principalmente na linha dos EUA até 1972,
tendo concluído em Lisboa a 15-10-1972 a última viagem à América
do Norte, após o que serviu na carreira dos Açores. Em 11-12-1972
foi transferido para a Empresa Insulana de Navegação que na mesma
data absorveu a CNCA. Registado na Capitania do porto de Lisboa pela
EIN a 28-03-1973 (Nº oficial: I-422), sendo o registo anterior em
Ponta Delgada cancelado a 16-04-1973. Fez uma viagem a Moçambique em
Dezembro de 1972 e Janeiro de 1973, após o que serviu em exclusiva
na carreira dos Açores. Em 4-02-1974 foi transferido para a CTM –
Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, na sequência da
fusão entre a Empresa Insulana de Navegação e a Companhia Colonial
de Navegação, sendo-lhe atribuído o valor de 12.000 contos.
Registado em Lisboa a favor da CTM a 14-05-1974 (Nº oficial: I-449),
e utilizado na carreira Continente – Açores. Completou em Lisboa a
última viagem a 3-09-1980, permanecendo imobilizado no Mar da Palha.
A venda do MONTE BRASIL foi autorizada a 28-10-1981 por despacho do
Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações.
Vendido em 18-11-1981 por 7.900.000$00 ao sucateiro Baptista &
Irmãos, Lda., que procedeu ao registo do navio em Lisboa a 2-12-1981
“para efeitos de propriedade e posterior demolição” (Nº
oficial: I-442), tendo sido desmantelado em Alhos Vedros em 1982.
Registo final cancelado a 3-12-1982 por o MONTE BRASIL ter sido
demolido no Cais Novo de Alhos Vedros.
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Tuesday, January 31, 2012
AMBOIM (1948-1974)
O navio de carga-geral AMBOIM foi o
terceiro de quatro cargueiros novos de cerca de 9.000 toneladas de
porte bruto adquiridos pela Companhia Colonial de Navegação (CCN)
em 1947 e 1948 ao abrigo do programa de renovação da frota de
comércio portuguesa conhecido por Despacho 100.
Era exactamente igual ao GANDA, a que
nos referimos no artigo anterior e foi construído também em
Burntisland. Apresentava castelo de proa, dois mastros e uma chaminé
baixa e comprida de navio-motor. Construído para a linha de África,
além de carga geral transportava passageiros, dispondo de 10
camarotes com casa de banho privativa, um luxo para a época. Em
muitas das viagens transportou nas cobertas indígenas moçambicanos
contratados para trabalharem nas roças de São Tomé.
Com a fusão da Colonial com a
Insulana em Fevereiro de 1974, ainda chegou a integrar a frota da CTM
– Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, a nova empresa
resultante da união das anteriores em 1974, mas perdeu-se por
encalhe em Cascais em Novembro desse ano, devido ao mau tempo e
nevoeiro, quando saia de Lisboa para o Mediterrâneo numa viagem que
não completou. Durante a última estadia no Tejo foi pintado com as
cores da CTM, isto é casco azul escuro, chaminé laranja com duas
riscas azuis e uma amarela no meio.
O nome AMBOIM honrava a Companhia do
Amboim, uma das três empresas que a 3 de Julho de 1922 constituíram
a Companhia Colonial de Navegação no Lobito. O AMBOIM de 1948 foi o
segundo navio com este nome na frota da CCN, sucedendo ao AMBOIM
original, um navio misto de passageiros e carga com 3.611 TAB,
construído em Hamburgo no ano de 1898 para a companhia HAPAG
(Hamburg Amerika Linie), com o nome SARDINIA. Em 1914 refugiou-se nos
Açores onde foi requisitado pelo Governo Português em Fevereiro de
1916. Serviu então os Transportes Maritímos do Estado com o nome S.
JORGE até 1925, quando foi comprado pela Colonial, navegando com o
nome AMBOIM até ser desmantelado na Holanda em Janeiro de 1933.
Navio
de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº
oficial: H 356; Indicativo de chamada: CSBY. Arqueação bruta: 5.895
toneladas; Arqueação líquida: 3.311 toneladas; Porte bruto: 9.419
toneladas; Deslocamento máximo: 13.114 toneladas; Deslocamento leve:
3.696 toneladas. Capacidade de carga: 5 porões servidos por 5
escotilhas, com 15.122 m3. Comprimento ff.: 135,00 m;
Comprimento pp.: 128,75 m; Boca: 17,98 m; Pontal: 7,79 m;
Calado: 8,21 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 4 cilindros, com
5.074 bhp; 1 hélice. Velocidade: 14,00 nós (15.40 nós vel. máx.).
Passageiros: 12 em 10 camarotes.
Tripulantes: 32. Navio gémeo: GANDA. Custo: £415.150, cerca de
41.793.144$27.
O
AMBOIM foi construído no estaleiro The Burntisland Shipbuilding Co.
Ltd., em Burntisland, Escócia, (construção nº 314), por encomenda
da Companhia Colonial de Navegação em 1946. A quilha foi assente a
25-02-1947 e o navio foi lançado à água em 12-12-1947 sendo
madrinha a Srª. Dª. Maria Luísa Fontes Pereira de Melo Vieira.
Entregue à CCN em Burnistland a 21-05-1948, o AMBOIM saiu no dia
seguinte para Cardiff (25 a 29-05) para carregar carvão para o Tejo,
onde entrou pela primeira vez a 1-06-1948. Registado em Lisboa a
3-06, saiu em 5-06 na primeira viagem a Galveston, onde carregou
cereais para Leixões e Lisboa. A segunda viagem, foi igualmente aos
EUA (Lisboa 3-08, New Orleans (16 a 28-08), Leixões (11 a 17-09),
Lisboa 18-09). Na terceira viagem o AMBOIM foi ao Canadá. A primeira
viagem na carreira de África teve início em Lisboa a 21-07-1949,
seguindo a bordo carga e 32 passageiros, dos quais 16 pescadores para
Luanda, Lobito e Lourenço Marques. Fez escalas em Luanda, Lobito,
Moçamedes, Lourenço Marques, Beira, Moçambique e Porto Amélia
regressando a Lisboa via Lourenço Marques, Cape Town, Moçamedes,
Lobito e Luanda. Operou principalmente nas linhas de África
Ocidental e Oriental. Em 1972 passou a escalar regularmente portos do
Mediterrâneo no prolongamento da carreira da África Oriental e a
4-02-1974 foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de
Transportes Marítimos, por fusão da CCN com a Insulana. Em 11-1974
foi pintado com as cores da CTM, largando de Lisboa a 20-11-74 para
Alicante na que seria a sua última viagem, pois ao desembarcar o
piloto na baía de Cascais, aproximou-se demasiado de terra sob denso
nevoeiro e perdeu-se por encalhe junto ao molhe do Clube Naval.
Posteriormente, a 22-01-1975 registou-se um incêndio a bordo que só
seria extinto no dia seguinte. O navio foi declarado perda total
construtiva e entregue à entidade seguradora, sendo vendido à firma
João Luís Russo & Filhos que procedeu ao desmantelamento no
local. Registo cancelado a 24-03-1977 após demolição.
Nota:
os processos de arqueação dos navios foram sofrendo alterações ao
longo dos anos. Nas fichas técnicas das unidades construídas ao
abrigo do Despacho 100 entre 1946 e 1955, seguiam-se as regras de
arqueação britânicas, sendo os valores das respectivas arqueações
bruta e líquida apresentados em toneladas Moorson.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
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AMBOIM (1948-1974),
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CTM
Tuesday, March 1, 2011
GANDA (1948-1981)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1948. Nº Lloyd's: 5125893. Nº oficial: H 354; Indicativo de chamada: CSEC. Arqueação bruta: 5.895 toneladas; Arqueação líquida: 3.311 toneladas; Porte bruto: 9.418 toneladas; Deslocamento máximo: 13.114 toneladas; Deslocamento leve: 3.696 toneladas. Capacidade de carga: 5 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.122 m3. Comprimento ff.: 135,00 m; Comprimento pp.: 128,75 m; Boca: 17,98 m; Pontal: 7,79 m; Calado: 8,21 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 4 cilindros, com 5.074 bhp; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 14,00 nós (15.40 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 10 camarotes. Tripulantes: 32. Navio gémeo: AMBOIM. Custo: £405.750 libras, cerca de 41.104.000$00.
O GANDA foi construído no estaleiro The Burntisland Shipbuilding Co. Ltd., em Burntisland, Escócia, (construção nº 313), tendo sido encomendado pela Companhia Colonial de Navegação em 1946. A quilha foi assente a 14-12-1946 e o navio foi lançado à água em 30-09-1947 (Madrinha Dª. Inês de Freitas Menezes). O aprestamento foi concluído em 02-1948 e nas provas de mar efectuadas a 16-02 o GANDA alcançou a velocidade de 16 nós. Entregue à CCN a 26-02-1948, o navio seguiu de Burntisland para o canal de Bristol indo carregar carvão a Newport, largando a 9-03 para Lisboa onde entrou pela primeira vez a 12-03-1948. Registado em Lisboa a 21-04, saiu no dia seguinte para Leixões, Gloucester, New York, Norfolk e Filadélfia. A 9-06 iniciou uma segunda viagem aos EUA e só entrou na carreira de África Oriental a 26-07 na terceira viagem. Fez também viagens apenas à costa ocidental, com escalas nos portos de Angola e em São Tomé. Em 1972 passou a escalar regularmente portos do Mediterrâneo no prolongamento da carreira da África Oriental e a 4-02-1974 passou a integrar a frota da CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos sendo-lhe atribuído o valor de 41.103.695$65. Registado como propriedade da CTM em Lisboa a 10-07-1974, com novo nº. Oficial I – 471, mantendo o indicativo de chamada. Em 1975 foi pintado com as cores da CTM e casco azul-escuro com linha de água verde; em 1979 o casco passou a ser preto com linha de água a vermelho. Nos últimos anos foi empregue na linha da América do Sul e fez diversas viagens aos Açores e Madeira. Entrou em Lisboa pela última vez a 1-05-1980 e foi desarmado, permanecendo fundeado no Mar da Palha até ser vendido à firma Baptista & Irmãos por 12.800.000$00, a 18-11-1981, tendo esta firma recebido autorização do Governo para a compra por Despacho de "Sua Excelencia o Sr. Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações de 28-10-1981." O GANDA foi registado uma última vez na capitania do porto de Lisboa a 30-11-1981 a favor da firma Baptista & Irmãos "para efeitos de propriedade e posterior demolição." Procedeu-se de imediato ao desmantelado no cais novo do estaleiro de Alhos Vedros, concluindo-se os trabalhos a 3-05-1982, conforme verificado pelo cabo do mar da delegação marítima do Barreiro, pelo que se cancelou o registo em 1982.
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GANDA (1948-1980)
ALCOBAÇA (1948-1979)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº Lloyd's (actual nº IMO): 5009245. Nº oficial: H 357; Indicativo de chamada: CSEQ. Arqueação bruta: 5.289 toneladas; Arqueação líquida: 3.136 toneladas; Porte bruto: 9.588 toneladas; Deslocamento máximo: 13.118 toneladas; Deslocamento leve: 3.530 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.370 m3. Comprimento ff.: 137,81 m; Comprimento pp.: 132,08 m; Boca: 17,95 m; Pontal: 8,14 m; Calado: 7,98 m. Máquina: 1 motor diesel de 4 cilindros a 4 tempos, marca Doxford, nº 3143, com a potência de 4.250 bhp a 108 rpm; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 13,00 nós (13.75 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 6 camarotes. Tripulantes: 37. Navios gémeos: ALENQUER, ALMEIRIM, AMBRIZETE, ANDULO e ARRAIOLOS. Custo: £ 376.390, cerca de 39.171.000$00.
O ALCOBAÇA foi construído em Sunderland, Inglaterra, pelo estaleiro Bartram & Sons, Ltd. (construção nº 318), para a Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, de Lisboa. O assentamento da quilha deu-se a 1-05-1947 e o ALCOBAÇA foi lançado à água a 28-11-1947, tendo sido madrinha Dª. Amélia de Mello, a filha única de Alfredo da Silva, fundador da SG. Foi entregue ao armador em Sunderland a 3-05-1948, e entrou no Tejo pela primeira vez a 8-05. Registado em Lisboa a 12-06-1948, tendo na mesma data sido visitado pelo Presidente da Republica, General Carmona, entidades oficiais e 700 convidados, atracado à estação marítima de Alcântara, juntamente com duas outras novas unidades da S.G. acabadas de construir, o BRAGANÇA e o CONCEIÇÃO MARIA. Saiu a 14-06 na viagem inaugural, a Angola (Lisboa, Leixões, S. Vicente, Príncipe, S. Tomé, Landana, Luanda, Porto Amboim, Novo Redondo, Lobito e Moçamedes), sendo utilizado pela SG na linha de África e em fretamentos internacionais (tramping). Vendido à Companhia Nacional de Navegação (CNN), de Lisboa, por escritura de 30-12-1971, pela quantia de 10.970.000$00. A 3-01-1972 foi registado na capitania do porto de Lisboa a favor da CNN, continuando a operar nas linhas Europa - Angola. Imobilizado em Lisboa a 12-05-1979 e vendido no mês de Setembro seguinte para sucata à firma João Luís Russo & Filhos, Lda., entrou em Setúbal a 8-10-1979, tendo os trabalhos de desmantelamento começado no dia 28-10-1979. Registo cancelado em Lisboa a 9-10-1979.
Legenda das imagens: vista aérea do ALCOBAÇA com as cores da Sociedade Geral, e o mesmo navio atracado à doca de Alcântara em 1976, com as cores da Companhia Nacional de Navegação. (Fotografias da colecção L. M. Correia)
Saturday, August 28, 2010
ANTÓNIO CARLOS (1947-1980)
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Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1947. Nº Lloyd's Register: 5020213; Nº oficial: G 493; Indicativo de chamada: CSJO. Arqueação bruta: 1.736 toneladas; Arqueação líquida: 932 toneladas; Porte bruto: 2.974 toneladas; Deslocamento máximo: 4.564 toneladas; Deslocamento leve: 1.590 toneladas. Capacidade de carga: 2 porões servidos por 4 escotilhas, com 5.381 m3. Comprimento ff.: 93,32 m; Comprimento pp.: 86,40 m; Boca: 12,84 m; Pontal: 4,55 m; Calado: 5,64 m. Máquina: 1 motor diesel Burmeister & Wain de 7 cilindros, modelo 750-VF-90, com 2.300 bhp a 160 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 12 nós (13,25 nós vel. máx.). Passageiros: 8. Tripulantes: 22. Navio gémeo: CONCEIÇÃO MARIA. Custo: 28.763.000$00.
Construído no Estaleiro Naval da A.G.P.L. em Lisboa, pela CUF - Companhia União Fabril (construção nº. 120), para a Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes. A quilha do ANTÓNIO CARLOS foi assente a 14-02-1946 e o navio foi lançado à água a 27-07-1946 pelo Presidente da Republica António Óscar Fragoso Carmona. Entregue ao armador a 24-11-1947 e registado em Lisboa a 6-01-1948. Saiu de Lisboa na primeira viagem a 12-01-1948, para Leixões (13-01/ ) e Casablanca (21-01/ ), regressando ao Tejo a 1-02. Em 14-02 largou de Lisboa na primeira viagem a Cabo Verde e à Guiné. A 31-08-1950 teve a arqueação rectificada para 1.814 toneladas de arqueação bruta e 985 toneladas de arqueação líquida. Em 1959 o navio esteve fretado ao ministério do Exército para transporte de tropas e material de guerra (portaria nº 17.299 de 18-08-1959). A 10-12-1969 sofreu uma colisão com o navio holandês BOVENKERK (8.670 TAB/1960) no rio Elba, quando seguia viagem de Lisboa para Hamburgo, registando-se avarias graves a meio navio. Por escritura de 30-12-1971 foi vendido à Companhia Nacional de Navegação, de Lisboa, pela quantia de 3.780.000$00. A 3-01-1972 foi registado na capitania do porto de Lisboa (CPL) como propriedade da Companhia Nacional de Navegação, operando principalmente na carreira de Cabo Verde e Guiné. Por Despacho do Minsistro da Marinha Alm. Pereira Crespo datado de 30-10-1973 alterou o registo, de longo curso para a navegação de cabotagem. Novo registo na capitania do porto de Lisboa a 16-08-1976 permitiu novamente a sua classificação como navio de carga de longo curso, passando nesta data a ter o Nº oficial: I 481. Imobilizado em Lisboa a 28-02-1980, a venda do ANTÓNIO CARLOS foi autorizada pelo Secretário de Estado da Marinha Mercante em Despacho datado de 4-12-1980. Vendido em 23-01-1981 a Baptista & Irmãos, Limitada, pela quantia de 8.750.000$00. Registado uma última vez na CPL a 27-05-1981 por Baptista & Irmãos para efeitos de propriedade e demolição. O ANTÓNIO CARLOS foi desmantelado no Cais Novo de Alhos Vedros em 1981 e o seu registo cancelado a 17-12-1981 na sequência de informação da Delegação Marítima do Barreiro de 15-12 confirmando o desmantelamento do navio em Outubro desse ano.
Foto 1: O navio de carga ANTÓNIO CARLOS fotografado no Norte da Europa com as cores da Sociedade Geral (Imagem da Skyfotos – colecção de L. M. Correia). Foto 2: ANTÓNIO CARLOS atracado na doca de Alcântara em Abril de 1975, com as cores da Companhia Nacional de Navegação (Fotografia de L. M. Correia)
Tuesday, August 24, 2010
FUNCHALENSE 5 (2010- )
Navio motor porta-contentores construído de aço em 2008-10. Nº oficial: 9388390 (IMO); Indicativo de chamada: CSKN. Armador: ENM - Empresa de Navegação Madeirense, Lda., Funchal. Arqueação bruta: 7.580 toneladas; Arqueação líquida: 3.553 toneladas; Porte bruto: 8.700 toneladas; Deslocamento leve: 3.870 toneladas / máximo: 12.210 toneladas. Capacidade de carga: 3 porões; 724 TEUs, (245 TEUs nos porões, 479 TEUs sob o tombadilho) / 443 TEUs 14 Tons. Comprimento ff: 126,87 m; Comprimento pp: 119,54 m; Boca: 20,40 m; Pontal ao pavimento principal: 10,35 m; Calado máximo: 7,75 m. Máquina: 1 motor diesel Caterpillar-MAK modelo 8M43C, de 8 cilindros, com 9.790 BHP (7.202 kW), 1 hélice. Velocidade: 18,5 nós. Tripulantes: 12. Preço: €12.000.000
O porta-contentores FUNCHALENSE 5 foi construído em 2008-2010 no estaleiro Cassens Werft GmbH, em Emden, Alemanha (construção nº 30251), por encomenda do armador alemão Reederei Hinsch GmbH & Co. KG, de Buxtehude, Alemanha, com prazo de entrega previsto para 6-2008. Por se ter registado atraso no acabamento do navio o armador recusou a sua recepção em 7-2008 e este foi acabado em 03-2009 e em 7-2009 efectuou provas de mar com o nome PARITAS-H registado em St. John's, Antígua e Barbuda como propriedade da empresa Neubau 30251 Schiffahrts GmbH, sendo colocado à venda. Na sequência da recusa do navio, o estaleiro Cassens abriu falência e o PARITAS-H, apesar de avaliado em 19 milhões de euros foi posto à venda por um valor substancialmente inferior. A 27-04-2010 foi vendido e entregue à Empresa de Navegação Madeirense, Lda., e registado no Funchal com o nome FUNCHALENSE 5, permanecendo no estaleiro para instalação de 2 gruas de 40 toneladas. A 10-08-2010 saiu de Emden para Leixões (13 a 15-08) sob o comando do Capitão da Marinha Mercante Rui Quental. Iniciou a 15-08 a primeira viagem regular na linha Leixões – Caniçal – Porto Santo – Leixões tendo chegado ao Caniçal pela primeira vez a 16-08. A 17-08-2010 foi inaugurado pelo Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Jardim, atracado ao cais de Porto Santo. Foi madrinha a menina Rebecca Maria Mankingen Sousa, filha mais nova do armador Dr. Luís Miguel Sousa.
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E. N. MADEIRENSE,
FUNCHALENSE 5 (2010- )
Wednesday, March 31, 2010
MOÇÂMEDES (1947-1973)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1947. Nº oficial: G 487; Indicativo de chamada: CSAP. Arqueação bruta: 5.508 toneladas; Arqueação líquida: 3.295 toneladas; Porte bruto: 9.266 toneladas; Deslocamento máximo: 12.990 toneladas; Deslocamento leve: 3.724 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.098 m3, incluindo 114 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 137,60 m; Comprimento pp.: 130,39 m; Boca: 17,92 m; Pontal: 8,05 m; Calado: 7,93 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford, com 4.850 bhp a 108 rpm; 1 hélice. Velocidade: 13,50 nós (14.50 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 43. Navio gémeo: ROVUMA. Custo: 39.940.000$00.
O MOÇÂMEDES foi construído em Sunderland, Inglaterra, por Bartram & Sons, Ltd. (construção nº. 315), para a Companhia Nacional de Navegação. O contrato de encomenda foi assinado a 25-10-1944. A quilha do MOÇÂMEDES foi assente a 21-01-1946 tendo sido lançado à água a 26-09-1946 (madrinha Dª. Dora Taborda Ferreira) e entregue em 1-04-1947, em Sunderland, sendo seu primeiro comandante o capitão Frederico Freire.
Após entrega, o navio carregou em Glasgow (11 a 24-04), e chegou a Lisboa 27-04-1947, onde foi registado a 9-05-1947.
O MOÇÂMEDES foi visitado pelo Presidente do Conselho, Oliveira Salazar e pelo Ministro da Marinha, Cte. Américo Thomaz a 10-05-1947; nessa data teve inicio a viagem inaugural a África, com escalas nos portos seguintes: Leixões, Funchal, Príncipe (onde se encontrou com o gémeo ROVUMA a 28-5), S. Tomé, Luanda, Lobito, Moçamedes, Lourenço Marques, Beira e Moçambique.
O MOÇÂMEDES navegou ao serviço da Companhia Nacional de Navegação durante 26 anos, sendo utilizado principalmente nas linhas de África Ocidental (28 viagens), África Oriental (35 viagens), Índia Portuguesa (10 viagens). Fez 2 viagens aos Estados Unidos em 1947 e 1948. Em 1971 passou a ser utilizado na carreira Mediterrâneo – Portugal – Angola (8 viagens). Em Julho de 1973 largou de Lisboa pela última vez para a África Ocidental e Oriental, após o que carregou em Durban de onde saiu a 4-10 para Maizuru, no Japão. Vendido para sucata à empresa Chi Shun Hwa Steel Co. Ltd., chegou a Kaohsiung, Formosa, a 9-12-1973. Registo cancelado em 26-12.1973. Os trabalhos de demolição tiveram início a 28-03-1974.
Fotografias apresentando o navio com as cores originais e casco preto e com o casco cinzento na década de 1950 fotografado no canal da Mancha, quando utilizado na carreira Norte da Europa - Portugal - India Portuguesa.
Imagens da colecção Luís Miguel Correia - Texto original de L.M. Correia. Reservados direitos de reprodução.
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Companhia Nacional,
MOÇÂMEDES (1947-1973)
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