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Tuesday, April 24, 2012
MONTE BRASIL (1948-1981)
Navio de carga e passageiros a motor,
construído de aço, em 1947-1948. Nº oficial: H-365; Indicativo de
chamada: CSLP. Arqueação bruta: 2.394 toneladas; Arqueação
líquida: 1.303 toneladas; Porte bruto: 3.901 toneladas; Deslocamento
máximo: 5.580 toneladas; Deslocamento leve: 2.004 toneladas.
Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 6.410
m3,
incluindo 134 m3 de
carga frigorífica. Comprimento ff.: 106,44 m; Comprimento pp.:
100,44 m;
Boca: 14,58 m; Pontal: 5,11 m; Calado: 5,88 m. Máquina: 1 motor
diesel Sulzer modelo 7SDS60, nº 28869, de 7 cilindros, com 3.400 bhp
a 148 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 14 nós (16 nós vel.
máx.). Passageiros: 12 em 6 camarotes. Tripulantes: 30. Navio gémeo:
RIBEIRA GRANDE. Custo: 36.356.000$00.
O MONTE BRASIL foi construído no
estaleiro A. Vuijk & Zonen, em Capelle a/d Yssel, Holanda,
(construção nº. 709) para a Companhia de Navegação Carregadores
Açoreanos segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início
foi-lhe atribuído o nome FAIAL. As formas de querena foram estudadas
e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de
Construccion Naval, de Madrid. Em 21-08-1947 foi assente a quilha na
carreira de construção, o navio foi lançado à água a 8-04-1948 e
entregue em 17-08-1948. Saiu de Roterdão a 27-08-1948 na viagem de
entrega para Leixões (30-08 a 6-09-1948) e Lisboa onde entrou pela
primeira vez a 7-09. Foi seu primeiro comandante o Capitão da
Marinha Mercante Amadeu Calisto Ruivo. Registado em Lisboa a
24-09-1948 “para utilização no comércio marítimo, longo curso,
transporte de carga.” A 27-09-1948 foi visitado pelo Ministro da
Marinha e outras entidades oficiais. Destinado à carreira regular
Portugal – Madeira – Açores - Estados Unidos da América (Costa
Leste), saiu de Lisboa na viagem inaugural a 1-10-1948 para Setúbal
(1 a 2-10), Leixões (3 a 6-10), Funchal (8-10), Ponta Delgada (10 a
12-10), Angra do Heroísmo (13 a 14-10) e Nova Iorque (23-10-1948).
Registo transferido para Ponta Delgada a 11-10-1948. Nº oficial:
940. Registo inicial em Lisboa cancelado a 26-10-1948. Primeiro
comandante: Capitão da Marinha Mercante Amadeu Ruivo. Em 8-11-1959,
declarou-se um incêndio nos porões 1 e 2 do MONTE BRASIL com o
navio em viagem do Funchal para Ponta Delgada e Nova Iorque, a 115
milhas da Madeira. Os 9 passageiros foram transferidos para o navio
norueguês HARTUR STEVE que os desembarcou em Tenerife a 11-11.
Prestaram assistência ao MONTE BRASIL os navios de guerra NRP VOUGA,
NRP SÃO VICENTE e NRP SÃO NICOLAU e o salvadego holandês ZWART
ZEE. Dominado o incêndio o navio regressou a Lisboa a 16-11-1959. O
seu comandante, capitão Cunha da Silveira foi condecorado a
10-12-1959 pelo ministro da Marinha pela sua acção no salvamento do
MONTE BRASIL. Utilizado principalmente na linha dos EUA até 1972,
tendo concluído em Lisboa a 15-10-1972 a última viagem à América
do Norte, após o que serviu na carreira dos Açores. Em 11-12-1972
foi transferido para a Empresa Insulana de Navegação que na mesma
data absorveu a CNCA. Registado na Capitania do porto de Lisboa pela
EIN a 28-03-1973 (Nº oficial: I-422), sendo o registo anterior em
Ponta Delgada cancelado a 16-04-1973. Fez uma viagem a Moçambique em
Dezembro de 1972 e Janeiro de 1973, após o que serviu em exclusiva
na carreira dos Açores. Em 4-02-1974 foi transferido para a CTM –
Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, na sequência da
fusão entre a Empresa Insulana de Navegação e a Companhia Colonial
de Navegação, sendo-lhe atribuído o valor de 12.000 contos.
Registado em Lisboa a favor da CTM a 14-05-1974 (Nº oficial: I-449),
e utilizado na carreira Continente – Açores. Completou em Lisboa a
última viagem a 3-09-1980, permanecendo imobilizado no Mar da Palha.
A venda do MONTE BRASIL foi autorizada a 28-10-1981 por despacho do
Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações.
Vendido em 18-11-1981 por 7.900.000$00 ao sucateiro Baptista &
Irmãos, Lda., que procedeu ao registo do navio em Lisboa a 2-12-1981
“para efeitos de propriedade e posterior demolição” (Nº
oficial: I-442), tendo sido desmantelado em Alhos Vedros em 1982.
Registo final cancelado a 3-12-1982 por o MONTE BRASIL ter sido
demolido no Cais Novo de Alhos Vedros.
Texto e imagens /Text and images copyright L.M.Correia. Favor não piratear. Respeite o meu trabalho / No piracy, please. For other posts and images, check our archive at the right column of the main page. Click on the photos to see them enlarged. Thanks for your visit and comments. Luís Miguel Correia
Tuesday, January 31, 2012
AMBOIM (1948-1974)
O navio de carga-geral AMBOIM foi o
terceiro de quatro cargueiros novos de cerca de 9.000 toneladas de
porte bruto adquiridos pela Companhia Colonial de Navegação (CCN)
em 1947 e 1948 ao abrigo do programa de renovação da frota de
comércio portuguesa conhecido por Despacho 100.
Era exactamente igual ao GANDA, a que
nos referimos no artigo anterior e foi construído também em
Burntisland. Apresentava castelo de proa, dois mastros e uma chaminé
baixa e comprida de navio-motor. Construído para a linha de África,
além de carga geral transportava passageiros, dispondo de 10
camarotes com casa de banho privativa, um luxo para a época. Em
muitas das viagens transportou nas cobertas indígenas moçambicanos
contratados para trabalharem nas roças de São Tomé.
Com a fusão da Colonial com a
Insulana em Fevereiro de 1974, ainda chegou a integrar a frota da CTM
– Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, a nova empresa
resultante da união das anteriores em 1974, mas perdeu-se por
encalhe em Cascais em Novembro desse ano, devido ao mau tempo e
nevoeiro, quando saia de Lisboa para o Mediterrâneo numa viagem que
não completou. Durante a última estadia no Tejo foi pintado com as
cores da CTM, isto é casco azul escuro, chaminé laranja com duas
riscas azuis e uma amarela no meio.
O nome AMBOIM honrava a Companhia do
Amboim, uma das três empresas que a 3 de Julho de 1922 constituíram
a Companhia Colonial de Navegação no Lobito. O AMBOIM de 1948 foi o
segundo navio com este nome na frota da CCN, sucedendo ao AMBOIM
original, um navio misto de passageiros e carga com 3.611 TAB,
construído em Hamburgo no ano de 1898 para a companhia HAPAG
(Hamburg Amerika Linie), com o nome SARDINIA. Em 1914 refugiou-se nos
Açores onde foi requisitado pelo Governo Português em Fevereiro de
1916. Serviu então os Transportes Maritímos do Estado com o nome S.
JORGE até 1925, quando foi comprado pela Colonial, navegando com o
nome AMBOIM até ser desmantelado na Holanda em Janeiro de 1933.
Navio
de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº
oficial: H 356; Indicativo de chamada: CSBY. Arqueação bruta: 5.895
toneladas; Arqueação líquida: 3.311 toneladas; Porte bruto: 9.419
toneladas; Deslocamento máximo: 13.114 toneladas; Deslocamento leve:
3.696 toneladas. Capacidade de carga: 5 porões servidos por 5
escotilhas, com 15.122 m3. Comprimento ff.: 135,00 m;
Comprimento pp.: 128,75 m; Boca: 17,98 m; Pontal: 7,79 m;
Calado: 8,21 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 4 cilindros, com
5.074 bhp; 1 hélice. Velocidade: 14,00 nós (15.40 nós vel. máx.).
Passageiros: 12 em 10 camarotes.
Tripulantes: 32. Navio gémeo: GANDA. Custo: £415.150, cerca de
41.793.144$27.
O
AMBOIM foi construído no estaleiro The Burntisland Shipbuilding Co.
Ltd., em Burntisland, Escócia, (construção nº 314), por encomenda
da Companhia Colonial de Navegação em 1946. A quilha foi assente a
25-02-1947 e o navio foi lançado à água em 12-12-1947 sendo
madrinha a Srª. Dª. Maria Luísa Fontes Pereira de Melo Vieira.
Entregue à CCN em Burnistland a 21-05-1948, o AMBOIM saiu no dia
seguinte para Cardiff (25 a 29-05) para carregar carvão para o Tejo,
onde entrou pela primeira vez a 1-06-1948. Registado em Lisboa a
3-06, saiu em 5-06 na primeira viagem a Galveston, onde carregou
cereais para Leixões e Lisboa. A segunda viagem, foi igualmente aos
EUA (Lisboa 3-08, New Orleans (16 a 28-08), Leixões (11 a 17-09),
Lisboa 18-09). Na terceira viagem o AMBOIM foi ao Canadá. A primeira
viagem na carreira de África teve início em Lisboa a 21-07-1949,
seguindo a bordo carga e 32 passageiros, dos quais 16 pescadores para
Luanda, Lobito e Lourenço Marques. Fez escalas em Luanda, Lobito,
Moçamedes, Lourenço Marques, Beira, Moçambique e Porto Amélia
regressando a Lisboa via Lourenço Marques, Cape Town, Moçamedes,
Lobito e Luanda. Operou principalmente nas linhas de África
Ocidental e Oriental. Em 1972 passou a escalar regularmente portos do
Mediterrâneo no prolongamento da carreira da África Oriental e a
4-02-1974 foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de
Transportes Marítimos, por fusão da CCN com a Insulana. Em 11-1974
foi pintado com as cores da CTM, largando de Lisboa a 20-11-74 para
Alicante na que seria a sua última viagem, pois ao desembarcar o
piloto na baía de Cascais, aproximou-se demasiado de terra sob denso
nevoeiro e perdeu-se por encalhe junto ao molhe do Clube Naval.
Posteriormente, a 22-01-1975 registou-se um incêndio a bordo que só
seria extinto no dia seguinte. O navio foi declarado perda total
construtiva e entregue à entidade seguradora, sendo vendido à firma
João Luís Russo & Filhos que procedeu ao desmantelamento no
local. Registo cancelado a 24-03-1977 após demolição.
Nota:
os processos de arqueação dos navios foram sofrendo alterações ao
longo dos anos. Nas fichas técnicas das unidades construídas ao
abrigo do Despacho 100 entre 1946 e 1955, seguiam-se as regras de
arqueação britânicas, sendo os valores das respectivas arqueações
bruta e líquida apresentados em toneladas Moorson.
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AMBOIM (1948-1974),
Companhia Colonial,
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Tuesday, March 1, 2011
GANDA (1948-1981)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1948. Nº Lloyd's: 5125893. Nº oficial: H 354; Indicativo de chamada: CSEC. Arqueação bruta: 5.895 toneladas; Arqueação líquida: 3.311 toneladas; Porte bruto: 9.418 toneladas; Deslocamento máximo: 13.114 toneladas; Deslocamento leve: 3.696 toneladas. Capacidade de carga: 5 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.122 m3. Comprimento ff.: 135,00 m; Comprimento pp.: 128,75 m; Boca: 17,98 m; Pontal: 7,79 m; Calado: 8,21 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 4 cilindros, com 5.074 bhp; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 14,00 nós (15.40 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 10 camarotes. Tripulantes: 32. Navio gémeo: AMBOIM. Custo: £405.750 libras, cerca de 41.104.000$00.
O GANDA foi construído no estaleiro The Burntisland Shipbuilding Co. Ltd., em Burntisland, Escócia, (construção nº 313), tendo sido encomendado pela Companhia Colonial de Navegação em 1946. A quilha foi assente a 14-12-1946 e o navio foi lançado à água em 30-09-1947 (Madrinha Dª. Inês de Freitas Menezes). O aprestamento foi concluído em 02-1948 e nas provas de mar efectuadas a 16-02 o GANDA alcançou a velocidade de 16 nós. Entregue à CCN a 26-02-1948, o navio seguiu de Burntisland para o canal de Bristol indo carregar carvão a Newport, largando a 9-03 para Lisboa onde entrou pela primeira vez a 12-03-1948. Registado em Lisboa a 21-04, saiu no dia seguinte para Leixões, Gloucester, New York, Norfolk e Filadélfia. A 9-06 iniciou uma segunda viagem aos EUA e só entrou na carreira de África Oriental a 26-07 na terceira viagem. Fez também viagens apenas à costa ocidental, com escalas nos portos de Angola e em São Tomé. Em 1972 passou a escalar regularmente portos do Mediterrâneo no prolongamento da carreira da África Oriental e a 4-02-1974 passou a integrar a frota da CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos sendo-lhe atribuído o valor de 41.103.695$65. Registado como propriedade da CTM em Lisboa a 10-07-1974, com novo nº. Oficial I – 471, mantendo o indicativo de chamada. Em 1975 foi pintado com as cores da CTM e casco azul-escuro com linha de água verde; em 1979 o casco passou a ser preto com linha de água a vermelho. Nos últimos anos foi empregue na linha da América do Sul e fez diversas viagens aos Açores e Madeira. Entrou em Lisboa pela última vez a 1-05-1980 e foi desarmado, permanecendo fundeado no Mar da Palha até ser vendido à firma Baptista & Irmãos por 12.800.000$00, a 18-11-1981, tendo esta firma recebido autorização do Governo para a compra por Despacho de "Sua Excelencia o Sr. Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações de 28-10-1981." O GANDA foi registado uma última vez na capitania do porto de Lisboa a 30-11-1981 a favor da firma Baptista & Irmãos "para efeitos de propriedade e posterior demolição." Procedeu-se de imediato ao desmantelado no cais novo do estaleiro de Alhos Vedros, concluindo-se os trabalhos a 3-05-1982, conforme verificado pelo cabo do mar da delegação marítima do Barreiro, pelo que se cancelou o registo em 1982.
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GANDA (1948-1980)
Sunday, March 21, 2010
N/M BENGUELA (1946-1978)
O primeiro navio adquirido ao abrigo do Despacho 100 foi o BENGUELA, comprado na Suécia pela Companhia Colonial de Navegação.
Navegou durante mais de 30 anos provando ser um excelente navio, robusto e económico, apesar de nos primeiros tempos ser considerado frágil pelo armador, por falta de confiança na sua construção totalmente soldada, a tal ponto que havia instruções para não carregar carga no convés. Em termos físicos apresentava linhas escandinavas, numa época em que o aspecto exterior dos navios e respectivos arranjos estéticos denunciavam a sua nacionalidade.
Foi o primeiro navio novo a integrar a frota da Companhia Colonial e o primeiro navio português com casco totalmente soldado. Acabou sendo um navio feliz, sem grande história para além de três décadas de serviços úteis. A seguir apresenta-se a sua história e características principais.
BENGUELA (1946-1978)
Características principais: navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946. Nº oficial: G 480; Indicativo de chamada: CSJR. Arqueação bruta: 5.094 toneladas; Arqueação líquida: 2.965 toneladas; Porte bruto: 9.347 toneladas; Deslocamento máximo: 12.500 toneladas; Deslocamento leve: 3.153 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 16.024 m3. Comprimento ff: 131,60 m; Comprimento pp: 124,04 m; Boca: 17,25 m; Pontal: 8,76 m; Calado: 7,83 m. Máquina: 1 motor diesel de 6 cilindros a 2 tempos Burmeister & Wain, modelo 674VTF, número 363, com 5.400 bhp a 105 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 13 nós (15.45 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 31. Custo: 5 milhões de coroas suecas, equivalente a 34.740.000$00
História: Construído em Gotemburgo, Suécia, por Eriksbergs Mekaniska Verkstad A. B. (construção nº. 337), por encomenda da companhia Rederi AB Wallenco (Walleniusrederierna), lançado à água a 4-04-1946 e entregue em 08-1946 com o nome BENGUELA na sequência de um contrato de fretamento em casco nú à Companhia Colonial de Navegação (CCN). O navio acabou por ser vendido à CCN no dia 13-08-1946, data da escritura lavrada em Estocolmo, e embandeirado a 28-08-1946 em Gotemburgo, largando a 29-08 para Lisboa onde entrou a 4-09, comandado pelo capitão Mário Simões da Maia, sendo o primeiro navio adquirido ao abrigo do plano de renovação da marinha de comércio portuguesa estabelecido em 10-08-1945.
Apresentava então casco verde acinzentado com linha de água verde-escura, mastros amarelos, chaminé desta mesma cor com duas riscas verdes, uma lista branca entre aquelas e super-estruturas brancas.
A 21-09 o BENGUELA recebeu a visita oficial dos Ministros da Marinha e da Guerra e demais entidades oficiais, no dia seguinte foi apresentado aos funcionários da CCN, que visitaram o navio em número de 600 e a 23-09 foi visitado por carregadores e clientes da Colonial. Foi registado em Lisboa a 24-09-1946, de onde largou na viagem inaugural a 26-09-1946 pelas 19h00, com 8 passageiros e carga geral, para Leixões, S. Tomé, Luanda, Benguela, Lobito, Moçamedes, Cape Town, Lourenço Marques, Beira, Moçambique e Porto Amélia, regressando a Lisboa a 19-12-1946, via Lourenço Marques, Lobito, Luanda e Casablanca. Na terceira viagem, foi aos Estados Unidos de 6-05 a 19-07-1947 com escalas em Baltimore e Galveston.
Serviu principalmente nas carreiras de África prolongando algumas viagens ao Norte da Europa ou ao Mediterrâneo. Em 4-02-1974 foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos devido à fusão da Companhia Colonial de Navegação com a Empresa Insulana de Navegação, sendo-lhe então atribuído o valor de 34.740 contos. Registado na capitania do porto de Lisboa como propriedade da CTM a 12-07-1974, passou a ter o Nº oficial I 472. Em 1975 recebeu as cores novas da CTM, o casco azul-escuro e a chaminé vermelha com duas riscas azuis e uma lista amarela entre aquelas, perdendo parte da graciosidade original.
Nas duas últimas viagens transportou carga para a Madeira e Açores, após o que ficou imobilizado em Lisboa desde 30-07-1977 até ser vendido a 29-08-1978 ao sucateiro Baptista & Irmãos, Lda., para demolição em Alhos Vedros. Registado na capitania de Lisboa a 25-10-1978 a favor de Baptista & Irmãos para efeito de “propriedade e posterior demolição”. Nº oficial: I 494. Registo final cancelado a 5-05-1981 por ter sido concluída a sua demolição no estaleiro novo de Alhos Vedros, Moita do Ribatejo, no dia 30-11-1980.
Foto 1: Navio-motor BENGUELA de 1946 com as cores da Companhia Colonial
Foto 2: BENGUELA fundeado no Tejo em 1977 depois de concluir a última viagem
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