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Tuesday, July 4, 2017

HORTA (1948-1980)

Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº Lloyd's: 51555305. Nº oficial: H 372; Indicativo de chamada: CSLO. Arqueação bruta: 2.647 toneladas; Arqueação líquida: 1.041 toneladas; Porte bruto: 3.910 toneladas; Deslocamento máximo: 5.850 toneladas; Deslocamento leve: 1.940 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 5.779 m3, incluindo 44 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 105,99 m; Comprimento pp.: 98,00 m; Boca: 14,56 m; Pontal: 4,81 m; Calado: 6,08 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford,de 5 cilindros, nº 3051, construído em Wallsend-on-Tyne, por The Eastern Marine Engineering Co. Potência de 3.410 bhp a 138 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 15 nós (15.6 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 29. Navio gémeo: VILA DO PORTO. Custo: £ 309.684, cerca de 32.442.000$00.

O HORTA foi construído no estaleiro Blyth Dry Docks & Shipbuilding Co. Ltd., em Blyth, Inglaterra, (construção nº. 330) para a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início foi-lhe atribuído o nome SÃO JORGE. As formas de querena foram estudadas e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de Construccion Naval, de Madrid. A 17-03-1947 foi assente a quilha na carreira de construção, o navio foi lançado à água a 20-08-1948 e entregue em 30-12-1948 em Blyth. Em Janeiro o HORTA fez a viagem de entrega Blyth - Le Havre - Leixões – Lisboa, onde chegou a 23-01-1949 e foi registado na Capitania do Porto de Lisboa a 21-02-1949. Largou do Tejo na viagem inaugural a 24-02-1949, fazendo escalas nos portos de Leixões, Funchal, Ponta Delgada, Horta, Angra do Heroísmo e Nova Iorque, regressando por Ponta Delgada e Funchal a Lisboa (17-04). Durante a viagem inaugural, o HORTA foi registado em Ponta Delgada a 4-03-1949. Novo Nº oficial: 941; Arqueação bruta: 2.586 toneladas; Arqueação líquida: 1.148 toneladas. Registo inicial em Lisboa cancelado a 14-03-1949. Destinado à carreira dos Estados Unidos, o HORTA foi utilizado principalmente nesta carreira, na qual efectuou, de 1949 a 1971, cerca de 115 viagens, transportando cerca de 340.000 toneladas de carga, incluindo aço e outros materiais para a construção da Ponte Salazar, e 3.000 passageiros. Em 1964 fez uma viagem na carreira do Norte da Europa. Em 1971 foi fretado à Empresa Insulana de Navegação, passando a fazer a carreira Continente – Ilhas, na qual realizou cerca de 110 viagens, transportando aproximadamente 250.000 toneladas de carga geral e 600 passageiros, a maioria entre as ilhas, até ser retirado do serviço em 1979. Em 1971 a Empresa Insulana adquiriu o controlo accionista da Companhia de Navegação dos Carregadores Açoreanos, após o que, a 11-12-1972 esta empresa e os navios foram integrados por fusão na Empresa Insulana de Navegação. O HORTA foi então registado na Capitania do Porto de Lisboa pela EIN a 16-02-1973 (Nº oficial: I - 419), sendo o registo anterior cancelado em Ponta Delgada a 2-03-1973. A 4-02-1974 o HORTA foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, constituída nessa data por fusão entre a Empresa Insulana de Navegação e a Companhia Colonial, sendo então avaliado em 12.000.000$00. Registado em Lisboa como propriedade da CTM a 29-05-1974. Continuou a ser utilizado na carreira Continente – Açores, até à imobilização em Lisboa a 24-08-1979, após o que permaneceu fundeado no Mar da Palha, para venda. Comprado à CTM a 14-07-1980 pela firma Baptista & Irmãos, Limitada. Registado em Lisboa a favor desta firma a 25-09-1980 para efeitos de propriedade e posterior demolição. Demolido no cais novo de Alhos Vedros em 1981, após o que o registo final foi cancelado a 14-09-1981 na Capitania de Lisboa.
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VILA DO PORTO (1949-1955)



Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1949. Nº Lloyd's: 5602022. Nº oficial: H 384; Indicativo de chamada: CSLR. Arqueação bruta: 2.585 toneladas; Arqueação líquida: 1.175 toneladas; Porte bruto: 3.973 toneladas; Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 5.780 m3, incluindo 44 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 106,44 m; Comprimento pp.: 100,07 m; Boca: 14,56 m; Pontal: 4,81 m; Calado: 6,08 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford de 5 cilindros de duplo efeito com o nº 3152, com 3.410 bhp a 138 rpm; 1 hélice de 4 pás fixas. Velocidade: 14 nós (16 nós vel. Máx.). Autonomia: 10 300 milhas. Consumo de combustível de 13 toneladas / 24 horas. Passageiros: 19 em 8 camarotes. Tripulantes: 33. Navio gémeo: HORTA. Custo: £ 311.859-7-11, cerca de 31.180.000$00. 

O navio-motor VILA DO PORTO foi construído no estaleiro Blyth Dry Docks & Shipbuilding Co. Ltd., em Blyth, Inglaterra, (construção nº. 331), para a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, de Ponta Delgada, segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início foi-lhe atribuído o nome PICO. As formas de querena foram estudadas e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de Construccion Naval, de Madrid. A 15-11-1947 foi assente a quilha na carreira de construção, o navio foi lançado à água a 28-02-1949 e entregue em 27-06-1949. Entrou ao serviço a 2-07, tendo carregado carvão em Inglaterra para Leixões (6 a 7-07) e Lisboa onde entrou pela primeira vez a 8-07-1949. Registado em Lisboa a 6-08-1949, largou do Tejo a 10-08 na viagem inaugural para o Funchal (12-08), Ponta Delgada (15 a 18-08) e Nova Iorque (27-08-1949). Durante a primeira escala em Ponta Delgada o VILA DO PORTO foi inaugurado e abençoado pelo reverendo padre Jean Courtois, antigo prior Dominicano de Paris. Viagem inaugural terminada em Lisboa a 24-09 largando o VILA DO PORTO a 1-10 numa viagem ao Norte da Europa (Lisboa - Leixões – Antuérpia – Roterdão – Hamburgo - Le Havre). Registo transferido de Lisboa para Ponta Delgada a 26-08-1950. Nº oficial: 942. O VILA DO PORTO navegou apenas pouco mais de 6 anos, até à sua perda por encalhe a 20-03-1955 no Leixão Grande (41º 09' N, 08º 40' W), quando seguia de Lisboa para Leixões, com 36 tripulantes e 1 passageiro, sob o comando do capitão da marinha mercante Amadeu Calisto Ruivo, de Ilhavo, tendo-se salvo todos os tripulantes, o passageiro e a cadela Negrita, mascote do VILA DO PORTO. O registo foi cancelado na Capitania de Ponta Delgada na mesma data. Foi o primeiro dos navios do Despacho 100 a ser abatido, concluiu 27 viagens de longo curso aos Estados Unidos e 4 viagens na linha do Norte da Europa, tendo transportado 104.811 Tons. de carga (o que gerou 73.416 contos de fretes), e 1186 passageiros os quais proporcionaram a receita de 3117 contos relativa a bilhetes de passagens. Foi substituído em 1958 pelo AÇORES, construído na Suécia nesse ano.
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Tuesday, April 24, 2012

MONTE BRASIL (1948-1981)

Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1947-1948. Nº oficial: H-365; Indicativo de chamada: CSLP. Arqueação bruta: 2.394 toneladas; Arqueação líquida: 1.303 toneladas; Porte bruto: 3.901 toneladas; Deslocamento máximo: 5.580 toneladas; Deslocamento leve: 2.004 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 4 escotilhas, com 6.410 m3, incluindo 134 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 106,44 m; Comprimento pp.: 100,44 m; Boca: 14,58 m; Pontal: 5,11 m; Calado: 5,88 m. Máquina: 1 motor diesel Sulzer modelo 7SDS60, nº 28869, de 7 cilindros, com 3.400 bhp a 148 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 14 nós (16 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 6 camarotes. Tripulantes: 30. Navio gémeo: RIBEIRA GRANDE. Custo: 36.356.000$00.

O MONTE BRASIL foi construído no estaleiro A. Vuijk & Zonen, em Capelle a/d Yssel, Holanda, (construção nº. 709) para a Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos segundo projecto do Eng. Vasco Taborda Ferreira. De início foi-lhe atribuído o nome FAIAL. As formas de querena foram estudadas e aperfeiçoadas no tanque de El Pardo, da Sociedad Espanola de Construccion Naval, de Madrid. Em 21-08-1947 foi assente a quilha na carreira de construção, o navio foi lançado à água a 8-04-1948 e entregue em 17-08-1948. Saiu de Roterdão a 27-08-1948 na viagem de entrega para Leixões (30-08 a 6-09-1948) e Lisboa onde entrou pela primeira vez a 7-09. Foi seu primeiro comandante o Capitão da Marinha Mercante Amadeu Calisto Ruivo. Registado em Lisboa a 24-09-1948 “para utilização no comércio marítimo, longo curso, transporte de carga.” A 27-09-1948 foi visitado pelo Ministro da Marinha e outras entidades oficiais. Destinado à carreira regular Portugal – Madeira – Açores - Estados Unidos da América (Costa Leste), saiu de Lisboa na viagem inaugural a 1-10-1948 para Setúbal (1 a 2-10), Leixões (3 a 6-10), Funchal (8-10), Ponta Delgada (10 a 12-10), Angra do Heroísmo (13 a 14-10) e Nova Iorque (23-10-1948). Registo transferido para Ponta Delgada a 11-10-1948. Nº oficial: 940. Registo inicial em Lisboa cancelado a 26-10-1948. Primeiro comandante: Capitão da Marinha Mercante Amadeu Ruivo. Em 8-11-1959, declarou-se um incêndio nos porões 1 e 2 do MONTE BRASIL com o navio em viagem do Funchal para Ponta Delgada e Nova Iorque, a 115 milhas da Madeira. Os 9 passageiros foram transferidos para o navio norueguês HARTUR STEVE que os desembarcou em Tenerife a 11-11. Prestaram assistência ao MONTE BRASIL os navios de guerra NRP VOUGA, NRP SÃO VICENTE e NRP SÃO NICOLAU e o salvadego holandês ZWART ZEE. Dominado o incêndio o navio regressou a Lisboa a 16-11-1959. O seu comandante, capitão Cunha da Silveira foi condecorado a 10-12-1959 pelo ministro da Marinha pela sua acção no salvamento do MONTE BRASIL. Utilizado principalmente na linha dos EUA até 1972, tendo concluído em Lisboa a 15-10-1972 a última viagem à América do Norte, após o que serviu na carreira dos Açores. Em 11-12-1972 foi transferido para a Empresa Insulana de Navegação que na mesma data absorveu a CNCA. Registado na Capitania do porto de Lisboa pela EIN a 28-03-1973 (Nº oficial: I-422), sendo o registo anterior em Ponta Delgada cancelado a 16-04-1973. Fez uma viagem a Moçambique em Dezembro de 1972 e Janeiro de 1973, após o que serviu em exclusiva na carreira dos Açores. Em 4-02-1974 foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, na sequência da fusão entre a Empresa Insulana de Navegação e a Companhia Colonial de Navegação, sendo-lhe atribuído o valor de 12.000 contos. Registado em Lisboa a favor da CTM a 14-05-1974 (Nº oficial: I-449), e utilizado na carreira Continente – Açores. Completou em Lisboa a última viagem a 3-09-1980, permanecendo imobilizado no Mar da Palha. A venda do MONTE BRASIL foi autorizada a 28-10-1981 por despacho do Secretário de Estado dos Transportes Exteriores e Comunicações. Vendido em 18-11-1981 por 7.900.000$00 ao sucateiro Baptista & Irmãos, Lda., que procedeu ao registo do navio em Lisboa a 2-12-1981 “para efeitos de propriedade e posterior demolição” (Nº oficial: I-442), tendo sido desmantelado em Alhos Vedros em 1982. Registo final cancelado a 3-12-1982 por o MONTE BRASIL ter sido demolido no Cais Novo de Alhos Vedros. 
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