Wednesday, March 31, 2010
MOÇÂMEDES (1947-1973)
Navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946-1947. Nº oficial: G 487; Indicativo de chamada: CSAP. Arqueação bruta: 5.508 toneladas; Arqueação líquida: 3.295 toneladas; Porte bruto: 9.266 toneladas; Deslocamento máximo: 12.990 toneladas; Deslocamento leve: 3.724 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 15.098 m3, incluindo 114 m3 de carga frigorífica. Comprimento ff.: 137,60 m; Comprimento pp.: 130,39 m; Boca: 17,92 m; Pontal: 8,05 m; Calado: 7,93 m. Máquina: 1 motor diesel Doxford, com 4.850 bhp a 108 rpm; 1 hélice. Velocidade: 13,50 nós (14.50 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 43. Navio gémeo: ROVUMA. Custo: 39.940.000$00.
O MOÇÂMEDES foi construído em Sunderland, Inglaterra, por Bartram & Sons, Ltd. (construção nº. 315), para a Companhia Nacional de Navegação. O contrato de encomenda foi assinado a 25-10-1944. A quilha do MOÇÂMEDES foi assente a 21-01-1946 tendo sido lançado à água a 26-09-1946 (madrinha Dª. Dora Taborda Ferreira) e entregue em 1-04-1947, em Sunderland, sendo seu primeiro comandante o capitão Frederico Freire.
Após entrega, o navio carregou em Glasgow (11 a 24-04), e chegou a Lisboa 27-04-1947, onde foi registado a 9-05-1947.
O MOÇÂMEDES foi visitado pelo Presidente do Conselho, Oliveira Salazar e pelo Ministro da Marinha, Cte. Américo Thomaz a 10-05-1947; nessa data teve inicio a viagem inaugural a África, com escalas nos portos seguintes: Leixões, Funchal, Príncipe (onde se encontrou com o gémeo ROVUMA a 28-5), S. Tomé, Luanda, Lobito, Moçamedes, Lourenço Marques, Beira e Moçambique.
O MOÇÂMEDES navegou ao serviço da Companhia Nacional de Navegação durante 26 anos, sendo utilizado principalmente nas linhas de África Ocidental (28 viagens), África Oriental (35 viagens), Índia Portuguesa (10 viagens). Fez 2 viagens aos Estados Unidos em 1947 e 1948. Em 1971 passou a ser utilizado na carreira Mediterrâneo – Portugal – Angola (8 viagens). Em Julho de 1973 largou de Lisboa pela última vez para a África Ocidental e Oriental, após o que carregou em Durban de onde saiu a 4-10 para Maizuru, no Japão. Vendido para sucata à empresa Chi Shun Hwa Steel Co. Ltd., chegou a Kaohsiung, Formosa, a 9-12-1973. Registo cancelado em 26-12.1973. Os trabalhos de demolição tiveram início a 28-03-1974.
Fotografias apresentando o navio com as cores originais e casco preto e com o casco cinzento na década de 1950 fotografado no canal da Mancha, quando utilizado na carreira Norte da Europa - Portugal - India Portuguesa.
Imagens da colecção Luís Miguel Correia - Texto original de L.M. Correia. Reservados direitos de reprodução.
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Sunday, March 21, 2010
N/M BENGUELA (1946-1978)
O primeiro navio adquirido ao abrigo do Despacho 100 foi o BENGUELA, comprado na Suécia pela Companhia Colonial de Navegação.
Navegou durante mais de 30 anos provando ser um excelente navio, robusto e económico, apesar de nos primeiros tempos ser considerado frágil pelo armador, por falta de confiança na sua construção totalmente soldada, a tal ponto que havia instruções para não carregar carga no convés. Em termos físicos apresentava linhas escandinavas, numa época em que o aspecto exterior dos navios e respectivos arranjos estéticos denunciavam a sua nacionalidade.
Foi o primeiro navio novo a integrar a frota da Companhia Colonial e o primeiro navio português com casco totalmente soldado. Acabou sendo um navio feliz, sem grande história para além de três décadas de serviços úteis. A seguir apresenta-se a sua história e características principais.
BENGUELA (1946-1978)
Características principais: navio de carga e passageiros a motor, construído de aço, em 1946. Nº oficial: G 480; Indicativo de chamada: CSJR. Arqueação bruta: 5.094 toneladas; Arqueação líquida: 2.965 toneladas; Porte bruto: 9.347 toneladas; Deslocamento máximo: 12.500 toneladas; Deslocamento leve: 3.153 toneladas. Capacidade de carga: 4 porões servidos por 5 escotilhas, com 16.024 m3. Comprimento ff: 131,60 m; Comprimento pp: 124,04 m; Boca: 17,25 m; Pontal: 8,76 m; Calado: 7,83 m. Máquina: 1 motor diesel de 6 cilindros a 2 tempos Burmeister & Wain, modelo 674VTF, número 363, com 5.400 bhp a 105 rpm; 1 hélice de 4 pás. Velocidade: 13 nós (15.45 nós vel. máx.). Passageiros: 12 em 8 camarotes. Tripulantes: 31. Custo: 5 milhões de coroas suecas, equivalente a 34.740.000$00
História: Construído em Gotemburgo, Suécia, por Eriksbergs Mekaniska Verkstad A. B. (construção nº. 337), por encomenda da companhia Rederi AB Wallenco (Walleniusrederierna), lançado à água a 4-04-1946 e entregue em 08-1946 com o nome BENGUELA na sequência de um contrato de fretamento em casco nú à Companhia Colonial de Navegação (CCN). O navio acabou por ser vendido à CCN no dia 13-08-1946, data da escritura lavrada em Estocolmo, e embandeirado a 28-08-1946 em Gotemburgo, largando a 29-08 para Lisboa onde entrou a 4-09, comandado pelo capitão Mário Simões da Maia, sendo o primeiro navio adquirido ao abrigo do plano de renovação da marinha de comércio portuguesa estabelecido em 10-08-1945.
Apresentava então casco verde acinzentado com linha de água verde-escura, mastros amarelos, chaminé desta mesma cor com duas riscas verdes, uma lista branca entre aquelas e super-estruturas brancas.
A 21-09 o BENGUELA recebeu a visita oficial dos Ministros da Marinha e da Guerra e demais entidades oficiais, no dia seguinte foi apresentado aos funcionários da CCN, que visitaram o navio em número de 600 e a 23-09 foi visitado por carregadores e clientes da Colonial. Foi registado em Lisboa a 24-09-1946, de onde largou na viagem inaugural a 26-09-1946 pelas 19h00, com 8 passageiros e carga geral, para Leixões, S. Tomé, Luanda, Benguela, Lobito, Moçamedes, Cape Town, Lourenço Marques, Beira, Moçambique e Porto Amélia, regressando a Lisboa a 19-12-1946, via Lourenço Marques, Lobito, Luanda e Casablanca. Na terceira viagem, foi aos Estados Unidos de 6-05 a 19-07-1947 com escalas em Baltimore e Galveston.
Serviu principalmente nas carreiras de África prolongando algumas viagens ao Norte da Europa ou ao Mediterrâneo. Em 4-02-1974 foi transferido para a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos devido à fusão da Companhia Colonial de Navegação com a Empresa Insulana de Navegação, sendo-lhe então atribuído o valor de 34.740 contos. Registado na capitania do porto de Lisboa como propriedade da CTM a 12-07-1974, passou a ter o Nº oficial I 472. Em 1975 recebeu as cores novas da CTM, o casco azul-escuro e a chaminé vermelha com duas riscas azuis e uma lista amarela entre aquelas, perdendo parte da graciosidade original.
Nas duas últimas viagens transportou carga para a Madeira e Açores, após o que ficou imobilizado em Lisboa desde 30-07-1977 até ser vendido a 29-08-1978 ao sucateiro Baptista & Irmãos, Lda., para demolição em Alhos Vedros. Registado na capitania de Lisboa a 25-10-1978 a favor de Baptista & Irmãos para efeito de “propriedade e posterior demolição”. Nº oficial: I 494. Registo final cancelado a 5-05-1981 por ter sido concluída a sua demolição no estaleiro novo de Alhos Vedros, Moita do Ribatejo, no dia 30-11-1980.
Foto 1: Navio-motor BENGUELA de 1946 com as cores da Companhia Colonial
Foto 2: BENGUELA fundeado no Tejo em 1977 depois de concluir a última viagem
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Thursday, November 5, 2009
MADEIRENSE 3
Wednesday, July 22, 2009
AÇOR B / LAGOA e ILHA DO PORTO SANTO

O nosso novo dicionário já conta com cinco entradas relativas aos navios ANGRA DO HEROÍSMO, da Empresa Insulana de Navegação, FUNCHALENSE (II) / ILHA DO PORTO SANTO (I) da Empresa de Navegação Madeirense e depois da CTM e UIGE da Colonial e depois também da CTM... Foram agora acrescentados o AÇOR B / LAGOA e o ILHA DO PORTO SANTO (I).
Espero que gostem de recordar os nossos navios. Quem pretender ajudar nesta tarefa sem fim, estou aberto a receber informações, imagens, etc... Obrigado pelo interesse entretanto manifestado.
LUÍS MIGUEL CORREIA
Espero que gostem de recordar os nossos navios. Quem pretender ajudar nesta tarefa sem fim, estou aberto a receber informações, imagens, etc... Obrigado pelo interesse entretanto manifestado.
LUÍS MIGUEL CORREIA
Wednesday, January 7, 2009
NAVIOS PORTUGUESES
Espaço dedicado aos navios portugueses, com informações técnicas e históricas de diversas unidades e fotografias respectivas. Compilação e direitos de reprodução exclusiva de LUÍS MIGUEL CORREIA. Os navios estão organizados por ordem alfabética dos seus nomes.
Fotografia: mastreação do Navio-Escola SAGRES (II), fotografado por L. M. Correia
Fotografia: mastreação do Navio-Escola SAGRES (II), fotografado por L. M. Correia
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